Uber estuda implementar modalidade de serviço exclusivo para mulheres no Brasil

Por Ares Saturno | 23 de Maio de 2018 às 17h54
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Uma pesquisa sobre violência e assédio sexual começou a ser veiculada para as usuárias brasileiras do gênero feminino do aplicativo de mobilidade urbana Uber nesta quarta-feira (23), revelando planos da empresa em modificar seus serviços e oferecer às passageiras a possibilidade de serem atendidas apenas por motoristas previamente bem avaliados por outras passageiras do gênero feminino, ou mesmo serem atendidas exclusivamente por motoristas mulheres.

Na pesquisa online, as usuárias são questionadas sobre diferenças no tratamento quanto ao gênero, além de perguntas sobre a vulnerabilidade das mulheres a assédio sexual vindo dos motoristas parceiros. Após as perguntas sobre como as passageiras enxergam os serviços que a Uber oferece atualmente, são veiculadas perguntas sobre a opinião das passageiras quanto a serem atendidas exclusivamente por motoristas do gênero feminino ou por motoristas anteriormente bem classificados por outras passageiras mulheres, independentemente de seus gêneros.

A pesquisa também tenta identificar quais são as situações que fazem com que as passageiras se sintam mais vulneráveis ao assédio, como corridas durante a noite. Também há a preocupação em perguntar se as usuárias estariam dispostas a enfrentar tempos de espera maiores por um carro com motoristas femininas ou verificados. Por fim, a pesquisa também questiona às clientes qual seria o nome mais adequado ao serviço dentre as opções UberFemme, UberMulher, UberWoman, UberHER, UberM, UberEla, UberW, além de permitir que outros nomes sejam sugeridos.

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A pesquisa de mercado e a preocupação com melhorias quanto à vulnerabilidade de passageiras fazem parte das políticas adotadas pela Uber para afastar do imaginário dos clientes as polêmicas enfrentadas pela empresa. Com um novo relato de misoginia na administração estourando na mídia, a empresa quer firmar a opinião geral que esses problemas de discriminação estão sendo resolvidos e que a cultura de machismo que a Uber apresentava ficou mesmo no passado.

Fonte: Estadão

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