Telegram Premium chega oficialmente neste mês, mas ainda não tem preço definido

Telegram Premium chega oficialmente neste mês, mas ainda não tem preço definido

Por Alveni Lisboa | Editado por Douglas Ciriaco | 10 de Junho de 2022 às 18h05
Canaltech/Felipe Freitas

O Telegram finalmente quebrou o silêncio e decidiu falar sobre o serviço de assinatura para usuários. O fundador da plataforma, Pavel Durov, se pronunciou após o aplicativo de mensagens ter tido recursos vazados na internet nesta semana.

O Telegram Premium chegará no fim de junho de 2022 e não terá nenhum recurso inédito. Em vez disso, a plataforma aposta em oferecer mais vantagens e menos limitação para quem decidir pagar a mensalidade. Isso seria uma justificativa para não ir contra a premissa de ser "gratuito para sempre".

Os recursos do Telegram Premium vazaram na web, mas ainda não foram confirmados (Imagem: Reprodução/Xiaomiui/Telegram)

Segundo Durov, parte da decisão de lançar o Telegram Premium seriam as demandas de utilizadores da plataforma. "Depois de pensar um pouco, percebemos que a única maneira de permitir que nossos fãs mais exigentes obtenham mais, mantendo nossos recursos existentes gratuitos, é tornar esses limites aumentados uma opção paga", explicou.

O diferencial será a expansão de recursos, mais velocidade e limites dobrados em várias situações. Além disso, os assinantes passarão a receber novidades antes dos demais, de modo similar ao que ocorre com os testadores beta.

Vantagens de assinar o Telegram Premium

Estes são os recursos previstos (ainda não confirmados totalmente):

  • Limites duplicados: o assinante tem limites duas vezes maiores do que os não pagantes. Isso significa: até 1.000 canais, 20 pastas de chat, 10 pins, 4 contas em um único app, 200 pins dentro de uma pasta, 20 links públicos para canais e grupos, 10 stickers favoritos e 400 GIFs;
  • Sem anúncios: o assinante não verá mais propagandas em canais públicos;
  • Reações exclusivas: a promessa é de assinantes terem reações animadas às mensagens;
  • Figurinhas especiais: será possível usar adesivos exclusivos com efeitos especiais que mudarão todo mês;
  • Downloads mais rápidos: o Telegram não vai mais limitar a velocidade para transferir arquivos de mídia e documentos;
  • Transcrição de voz: o serviço vai transformar automaticamente mensagens de áudio em texto;
  • Carregamento de arquivos com até 4 GB: hoje, o limite para subir arquivos únicos é de somente 2 GB;
  • Mais caracteres na bio: o limite original são 70 caracteres, mas os assinantes terão 140;
  • Mais espaço para legendas: as descrições deverão ficar mais longas para fotos e vídeos (não está claro qual será o novo limite);
  • Emblema de perfil: cada assinante receberá uma insignia (ao estilo Twitch) para indicar ser um apoiador do Telegram Premium;
  • Imagem de perfil animada: será possível criar avatares personalizados e com reações para listas de bate-papo ou conversas individuais;
  • Ícone de aplicativo diferente: em vez de usar a imagem tradicional, o usuário poderá selecionar ícones exclusivos para a tela inicial do celular;
  • Gerenciamento avançado de conversas: será possível definir a pasta padrão, arquivar automaticamente mensagens e ocultar conversas de quem não está na lista de contatos;

Como dá para notar, a experiência paga será um extra para os usuários. Quem não quiser pagar ainda poderá usar as mesmas ferramentas dos assinantes, mas com opções mais limitadas.

Algumas adições como reações premium e outras minúcias visuais serão liberadas em primeira mão para os assinantes. Mas, conforme a publicação do chefão do Telegram, elas também funcionarão para usuários gratuitos.

Até o momento, o Telegram não disse oficialmente quanto a assinatura custará. Na quinta-feira (9), o vazamento apontou um valor de US$ 4,99 por mês (cerca de R$ 24). A publicação não estabelece se o recurso chegará simultaneamente para o mundo inteiro ou se algum país terá prioridade no lançamento. Vale lembrar que o Brasil é um dos principais mercados do Telegram, embora a plataforma tenha tido problemas com a justiça local.

Fonte: Pavel Durov

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