Pavel Durov | Quem é o dono do Telegram?

Pavel Durov | Quem é o dono do Telegram?

Por Kris Gaiato | Editado por Bruno Salutes | 25 de Março de 2022 às 00h00
Canaltech/Felipe Freitas

Afinal, quem é o dono do Telegram? Certamente você já ouviu falar no mensageiro, que concorre diretamente com WhatsApp, mas poucos conhecem a mente por trás da plataforma. Com uma fortuna de US$ 15 bilhões, o responsável pelo feito é Pavel Durov, programador que carimbou sua presença na lista de bilionários de 2021 da Forbes.

O magnata nasceu em 10 de outubro de 1984 em São Petersburgo, Rússia. Curiosamente, ele é comparado com Mark Zuckerberg. O motivo é simples: os dois utilizaram a mesma receita para enriquecer. Ambos eram estudantes universitários quando criaram uma rede social de sucesso.

O ano era 2006 quando Pavel Durov, com apenas 22 anos, fundava a maior rede social com sede na Europa, a VKontakte (ou apenas VK). Na época, ele era apenas um estudante da Universidade Estadual de São Petersburgo. Em pouco tempo a plataforma bombou, mas o sonho durou pouco tempo.

A VK ganhava cada vez mais visibilidade e, quatro anos após o seu lançamento, os problemas começaram a surgir. Em 2010, o empresário teria sido pressionado pelo governo russo para entregar dados de ucranianos que se opunham ao governo de Viktor Ianukovytch, parceiro da Rússia.

A rede social VK foi a primeira grande criação de Pavel Durov (Captura: Ariadne Cortes)

Na ocasião, Durov não quis cooperar e, a partir desse momento, ele entrou na mira do governo. Para evitar retaliações, o russo deixou a sua terra natal e adotou um estilo de vida nômade, repleto de viagens pelo mundo. Eventualmente, o empresário se mudou para Dubai, nos Emirados Árabes.

Cinco anos após o embate,12% da empresa foram vendidos por cerca de U$ 300 milhões. Apesar de ter perdido domínio da plataforma, o programador já tinha embarcado na sua próxima criação — que, como já sabemos, se tornaria o maior concorrente do WhatsApp.

Posteriormente, em uma entrevista ao TechCrunch realizada em 2015, Pavel Durov afirmou que a venda da empresa foi, no final das contas, uma decisão acertada. Segundo ele, o mercado “quebrou” logo após a negociação e, com isso, a VK passou a valer 3 a 4 vezes menos. Durante o bate-papo, ele ainda revelou que pode entrar e sair da Rússia livremente e, aparentemente, “ninguém parece ligar para isso”.

Como o Telegram surgiu

Em conversa com o New York Times, Durov lembra que a ideia de criar um mensageiro nasceu no final de 2011, enquanto membros das forças especiais da polícia russa (OMON) ameaçavam invadir o seu apartamento em São Petersburgo.

No final das contas, a invasão não ocorreu; mas o evento já tinha consequências. Naquele momento, a maior preocupação do programador era perder o contato com o seu irmão mais velho, Nikolai Durov, se fosse apreendido pelo governo. Segundo ele, essa foi a semente que levou à criação do Telegram.

Se você não sabe quem é o dono do Telegram, conheça o programador russo Pavel Durov (Imagem: TechCrunch)

O app foi oficialmente lançado dois anos depois, em agosto de 2013, com Nikolai como cofundador. E, como principal trunfo, o Telegram levantou a bandeira da privacidade. O fundador, aliás, já admitiu que isso gera problemáticas. O mensageiro já foi — e ainda é — palco de muitas atividades criminosas, como venda de armas ilegais, drogas ilícitas e outras. Ainda que não apoie essas práticas, Durov afirma que a maior prioridade do mensageiro é a privacidade.

No Brasil, o aplicativo se tornou popular em 2015, quando o WhatsApp foi bloqueado pela justiça. Na ocasião, o programa ganhou mais de 1 milhão de usuários brasileiros em poucas horas. Depois disso, a plataforma não parou de crescer por aqui. Segundo a pesquisa Panorama Mobile Time, produzida pela Opinion Box, a aplicação alcançou 60% dos celulares brasileiros no início de 2022.

Atrás dos holofotes

Pavel Durov não costuma utilizar Instagram, Facebook ou Twitter. Até onde se sabe, o magnata não possui filhos ou matrimônios no seu histórico. O empresário mantém uma postura discreta e, nas poucas fotos que compartilha, não revela muito sobre a sua vida. Com um estilo de vida saudável, o empresário exibe o físico malhado eventualmente.

Ainda que mantenha sua vida pessoal longe dos holofotes, alguns detalhes são intrigantes. Em suas redes sociais, não se encontra uma única foto em que ele não esteja com roupas pretas. O motivo da preferência é ainda mais curioso. Conforme apuração do jornal alemão Der Spiegel, o visual foi inspirado em Neo, personagem principal do filme Matrix, que utilizava apenas trajes pretos.

Fonte: Mobile Time; TechCrunch; GQ

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