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Polícia Federal solicita ao WhatsApp esclarecimentos sobre disparos de conteúdos

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Polícia Federal solicita ao WhatsApp esclarecimentos sobre disparos de conteúdos
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A Polícia Federal solicitou durante a semana que o WhatsApp entregasse os números de telefone celular utilizados para disparar conteúdos em massa sobre o processo eleitoral brasileiro. No inquérito instaurado pela PF, são solicitados ainda detalhamentos sobre os dispositivos utilizados na emissão das mensagens e o exato conteúdo compartilhado, a fim de determinar se os materiais seriam propagandas favoráveis ou prejudiciais aos candidatos à presidência da República.

O inquérito da PF teve início com a denúncia da Folha de S. Paulo que um esquema de publicidade em massa custando mais de R$ 12 milhões foi bancado por empresários brasileiros para influenciar a opinião dos eleitores. A prática é vista como um possível crime eleitoral, uma vez que as doações para campanha por parte de pessoas jurídicas deve ser declarada pelos partidos e possui limite inferior ao valor gasto para contratação dos pacotes. A Justiça Eleitoral também conduz investigações sobre o caso.

As solicitações partiram da Procuradoria-Geral da República e não limita a apuração a qualquer um dos políticos que disputarão o segundo turno das eleições no próximo domingo (28). A abertura do inquérito versa sobre casos que atinjam "ambos os candidatos ao pleito eleitoral para presidente da República".

A PF também deve solicitar detalhamento das ações investigadas às agências relacionadas aos disparos em massa: QuickMobile, Yacows, Croc Services e SMS Market foram citadas pela denúncia da Folha. Após as denúncias, o WhatsApp já demonstrou apoio às autoridades investigativas brasileiras e removeu o acesso de contas vinculadas aos disparos em massa no aplicativo.

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Muito ajuda quem não atrapalha

Segundo matéria veiculada pelo jornal nacional Folha de S. Paulo, apesar da postura colaborativa que o app vem apresentando, a Polícia Federal não está muito crédula quanto ao apoio que receberá. O WhatsApp tem histórico de não colaborar com governos e forças policiais mundiais na entrega de dados para investigações criminais.

Em dezembro de 2015, o aplicativo de bate-papo chegou a ficar 13 horas fora do ar, após decisão da juíza Sandra Regina Nostre Marques, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, que ordenava que as operadoras de celulares do Brasil suspendessem o acesso ao WhatsApp. O bloqueio teve como objetivo viabilizar as investigações de um caso de latrocínio (roubo seguido de morte) e tráfico de drogas ocorrido em 2013. A 1ª Vara Criminal de São Bernardo do Campo ordenou que o Facebook, que controla o WhatsApp, entregasse dados e históricos de conversas de pessoas relacionadas ao crime e, com a recusa da empresa, decretou o bloqueio dos serviços de trocas de mensagens como forma de punição à companhia, que também contou com o estabelecimento de uma multa diária no valor de R$ 100 mil. Na omissão da empresa, a multa chegou a somar de R$ 12 milhões.

Fonte: Folha de S. Paulo via TecMundo