Novo programa do Google reduz pela metade taxa cobrada de criadores de apps

Novo programa do Google reduz pela metade taxa cobrada de criadores de apps

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 24 de Junho de 2021 às 18h25
Mika Baumeister/Unsplash

Nesta quinta-feira (24), o Google abriu as inscrições para o programa Play Media Experience, em que os desenvolvedores concorrem pela redução da comissão para 15% sobre as vendas em aplicativos. A iniciativa esteve em testes com um número limitado de participantes e, diferente da redução anunciada em março, visa impulsionar o enriquecimento da biblioteca de apps do ecossistema da companhia.

A ideia do Play Media Experience é encorajar desenvolvedores a distribuir aplicativos em múltiplas plataformas do ecossistema Google (Wear OS, Android, Google TV, Android Auto, tablets e dobráveis). O impulso não aceita qualquer inscrição, porém: o candidato precisa ter mais de 100 mil instalações ativas mensalmente, ter o app principal com algo relacionado a streaming de vídeo, áudio ou livros (não criados pela comunidade) e ter uma alta avaliação dos usuários na Play Store.

Esse é mais um dos meios elaborados pelo Google para diminuir a própria comissão através de um programa de impulsionamento. Em março, a Gigante das Pesquisas cortou a comissão de pequenos empreendedores pela metade, reduzindo-a também para 15%. No entanto, a finalidade era outra: permitir que os desenvolvedores se consolidem na plataforma do Google — para participar, eles precisam arrecadar menos de US$ 1 milhão ao ano.

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Programa visa encorajar desenvolvedores a explorar novas plataformas do Google (Imagem: Reprodução/Google)

O Play Media Experience, entretanto, é focado em desenvolvedores já consolidados e funciona quase como uma troca: programadores contribuem com a biblioteca de apps de mais plataformas, aonde o Google entende que fazem sentido, e eles recebem mais por isso.

As áreas que estão incluídas no programa incluem:

  • Streaming de vídeo (como filmes, programas de TV, transmissões esportivas) focadas em Android TV, Google TV e Google Cast. Ampla integração é necessária;
  • Streaming de áudio (incluindo serviços de assinatura de músicas) para Wear OS, Android Auto, Android TV e Google Cast. Novamente, com ampla integração;
  • Distribuição de livros (livros premium e quadrinhos, por exemplo) com otimizações para tablets, dobráveis e o Entertainment Space. Audiolivros também foram incluídos, mas devem ser focados no Wear OS e Android Auto.

Benefícios para o usuário final

Em todas as categorias, o usuário final aproveitará um sistema de recomendações mais eficiente que, naturalmente, aumentará o alcance do app. Os tipos de mídia, porém, podem incluir mais pré-requisitos dependendo da abordagem do aplicativo. A inscrição deve ser feita através de um formulário, mas não garante a entrada no sistema. O Google menciona que “pode levar um tempo” até eles retornarem o pedido.

Além disso, a página do programa não menciona limitações regionais, portanto leva a crer que desenvolvedores do mundo todo podem concorrer (ainda que o processo seja totalmente em inglês). Para jogos, a companhia prometeu mais novidades sobre seu modelo de negócios durante o Google for Games Developer Summit, que acontecerá entre os dias 12 e 13 de julho.

Fonte: Google, 9to5Google, The Verge

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