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Google não pretende incluir anúncios no Gemini, afirma CEO da DeepMind

Por  • Editado por Bruno De Blasi |  • 

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Marcelo Fischer/Canaltech
Marcelo Fischer/Canaltech

O Google não deve seguir o ChatGPT tão cedo e colocar anúncios em seu chatbot de inteligência artificial (IA), o Gemini. A afirmação vem do CEO do Google DeepMind, Demis Hassabis, em entrevista ao jornalista Alex Heath durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.

O executivo também se disse surpreso com a estratégia e rapidez da concorrente OpenAI de monetizar o ChatGPT via anúncios.

Hassabis comentou que, apesar da publicidade ter financiado grande parte da internet de consumo e de não haver “nada de errado” com o modelo em si, sua aplicação em assistentes de IA exige cautela. 

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Ele estabeleceu uma distinção clara entre a busca tradicional e os chatbots: enquanto a pesquisa do Google é direcionada pela intenção clara do usuário, um assistente de IA é projetado para atuar em nome do indivíduo e ser útil.

"Se você pensa no chatbot como um assistente que deve ser útil — idealmente o tipo de tecnologia que trabalha para você como indivíduo — então há uma questão sobre como os anúncios se encaixam nesse modelo", analisou Hassabis.

O CEO alertou que apressar a introdução de publicidade nesses sistemas pode minar a confiança do usuário.

De acordo com o executivo, o Google não sente “nenhuma pressão imediata” para tomar decisões precipitadas sobre monetização com ads no Gemini. Ele também observou que a decisão da concorrente pode ter sido motivada por uma necessidade de aumentar a receita, dados os custos elevados de desenvolvimento e computação.

Apesar de ser pioneira no mercado dos chatbots de IA, e de ter o modelo mais usado no mundo, a OpenAI ainda tem dificuldades de monetizar o projeto. Segundo o The Information, a companhia apresentou prejuízo líquido de US$ 13,5 bilhões no primeiro semestre de 2025.

Anúncios no ChatGPT

A OpenAI confirmou recentemente que iniciará testes de publicidade no ChatGPT nas próximas semanas, focando inicialmente no mercado dos Estados Unidos. 

A exibição de propaganda afetará apenas os usuários da versão gratuita e os assinantes do plano Go. Contas corporativas e assinaturas premium, como Plus, Pro, Business e Enterprise, não serão impactadas.

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De acordo com a empresa de Sam Altman, os anúncios aparecerão no final da tela, logo após a resposta gerada pela IA, e haverá uma separação visual clara entre o conteúdo do chat e o material patrocinado. 

A OpenAI garante que as propagandas não influenciarão as respostas do chatbot, mas admite que o histórico de conversas — embora privado — será utilizado para personalizar os anúncios exibidos.

Não há previsão, até o momento, para a chegada dos anúncios ao Brasil.

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