Google Meet agora está liberado de graça em definitivo com até 100 participantes

Google Meet agora está liberado de graça em definitivo com até 100 participantes

Por Claudio Yuge | 29 de Abril de 2020 às 07h00
Google

O setor de mensageiros com videoconferências para múltiplos participantes está em alta nesses tempos de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus. Apps como o Zoom, por exemplo, estão cada vez mais populares, e o Google Meet, que é um concorrente direto agora tem uma novidade para chacoalhar o setor: o modelo premium, usado por corporações, escolas e governos em todo o mundo, que já vinha sendo liberado gratuitamente, agora passará a ser definitivamente de graça, com suporte para até 100 pessoas na mesma conversa.

Para utilizar, basta ter uma conta de e-mail do Google e acessar a plataforma meet.google.com com os endereços dos usuários, tanto em ambiente desktop quanto mobile, seja iOS ou Android. Entre as funcionalidades avançadas das reuniões online estão compartilhamento da tela, legendas em tempo real em (em inglês, por enquanto), layout de vídeos em mosaico e modo de pouca luz com otimização da inteligência artificial. Até o dia 30 de setembro, o limite de tempo de uma chamada é de 24 horas.

Divulgação/Google

Vale destacar que as versões pagas continuam com alguns mimos atrativos, a exemplo das transmissões ao vivo para até cem mil pessoas. Nas últimas semanas, Google Meet ganhou mais de 2 milhões de novos usuários por dia, que estão fazendo o equivalente a mais de 3,8 mil anos de reuniões diariamente, segundo a própria empresa. De acordo com a companhia, pode ser que inicialmente o utilitário não esteja amplamente disponível para todos, mas a promessa é de que a partir de 4 de maio a distribuição seja estendida a mais usuários.

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Segurança aprimorada

Embora o Zoom, por exemplo, tenha aumentado bastante sua base de usuários, a segurança foi um dos aspectos que mais chamou a atenção nesse boom de videoconferências — até porque você não quer que alguém invada sua conversa. Por isso, o Google faz questão de destacar alguns aspectos nesse sentido. Além do controle para o anfitrião, que pode negar entrada de intrusos ou retirar quem não está se comportando da forma adequada, o Google Meet não permite anônimos, ou seja, quem não tem um e-mail da empresa nas chamadas criadas por pessoas físicas.

Todas as reuniões são criptografadas em trânsito, assim como as gravações armazenadas no Google Drive. A gigante de Mountain View também assegura que o Google Cloud não processa dados do Google Meet para fins de publicidade, e não vende para terceiros as informações de seus clientes. E o fato de não exigir plugins, funcionando integralmente no Chrome, ajuda a evitar malwares.

Quem usa videoconferências?

Para ilustrar o perfil dos atuais usuários de sua plataforma de videoconferências, a companhia utilizou suas pesquisas online do Google Consumer Survey com mais de 2 mil pessoas acima de 18 anos, em todo o Brasil: 80% dos entrevistados declararam que o uso principal de videoconferência é para estudar e/ou trabalhar e 23% dos entrevistados que não estudavam on-line, passaram a fazer isso nas últimas semanas.

Dessa amostra, 19% dos entrevistados não trabalhavam de home office e passaram a trabalhar; 54% declararam que gostam de estudar e/ou trabalhar de casa. Entre as vantagens de atuar profissionalmente ou no aprendizado em suas residências, 31% dizem que o melhor o tempo que não gastam mais com; 27% afirma que gastam menos dinheiro; e 33% elogiam a flexibilidade de horário.

Divulgação/Google

Por outro lado, 31% declaram que possuem dificuldade em se concentrar e organizar para trabalhar ou estudar de casa, e 29% declaram sentir falta de ter contato com pessoas enquanto trabalham ou estudam de casa. E você, como tem sido sua produtividade nesses tempos de confinamento? Fala para a gente nos comentários.

E aí, você já utilizava o Google Meet? O que achou desta iniciativa do Big G?

Fonte: Google  

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