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Ex-funcionário da Meta é acusado de baixar 30 mil fotos privadas do Facebook

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Dima Solomin/Unsplash
Dima Solomin/Unsplash

Um ex-funcionário da Meta está sendo investigado sob suspeita de ter baixado cerca de 30 mil imagens privadas do Facebook. O caso está sendo conduzido pelas autoridades do Reino Unido, e o homem foi desligado assim que a empresa identificou suas ações.

Informações divulgadas pela BBC dão conta de que o suspeito teria desenvolvido um programa específico para contornar sistemas internos de segurança da companhia. Com isso, ele acessou mídias de usuários e conseguiu baixar uma grande quantidade de fotos.

A ação do então funcionário da big tech foi descoberta ainda em 2025, quando a companhia encaminhou o caso à polícia britânica. A empresa afirma que demitiu o funcionário, notificou os usuários afetados pela ação do suspeito e reforçou suas medidas de segurança.

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O caso agora está sendo investigado por agentes da Unidade de Crimes Cibernéticos da Polícia Metropolitana de Londres. Preso em novembro de 2025, o homem foi liberado sob fiança e deverá se apresentar novamente à polícia em maio.

A Meta pode ser punida neste caso?

Especialistas em proteção de dados apontam que situações em que um funcionário utiliza a base de dados da empresa onde trabalha para acessar informações de clientes tendem a resultar em punição apenas ao colaborador.

Ou seja, caso seja constatado que a Meta implementou medidas adequadas para mitigar os riscos ou detectar a ação do suspeito, a companhia não será punida. Mas há outro cenário.

“Se o comissário de informação — ou um tribunal — decidir que a Meta não adotou medidas técnicas e organizacionais adequadas para proteger os dados dos clientes, então a Meta (ou outra organização em circunstâncias semelhantes) poderá ser responsabilizada por multas significativas ou por ações judiciais de indenização”, afirmou o advogado Jon Baines ao The Guardian.