Como brasileiros usam o Claude? Estudo da Anthropic revela hábitos
Por João Melo • Editado por Jones Oliveira |

Do trabalho aos estudos, e passando também pela vida pessoal, o uso da inteligência artificial (IA) já se tornou parte da rotina de diversas pessoas ao redor do mundo. Mas você já se perguntou como os brasileiros utilizam essas ferramentas? A Anthropic tem essa resposta, ao menos em relação ao Claude.
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Esses dados fazem parte da mais recente edição do relatório Anthropic Economic Index. O levantamento revela que o Brasil é o 66º país que mais utiliza os recursos do Claude proporcionalmente ao tamanho da sua população.
Outra informação relevante apresentada pela companhia é o fato de que o mercado brasileiro tem um índice de uso de 0,70x dessa IA. Essa taxa indica que o Brasil atualmente usa cerca de 70% do potencial de IA esperado quando analisado o tamanho da sua economia e população.
Esse levantamento não detalha, entretanto, a posição do Brasil entre os países que lideram o uso geral do Claude. A pesquisa destaca apenas que Estados Unidos, Índia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul figuram no Top 5.
Do direito à escrita criativa
O relatório também traz informações sobre as características de uso do Claude no território brasileiro. O destaque fica por conta da redação, revisão e análise de documentos jurídicos e petições judiciais, que representam 8,2% do total de uso da ferramenta no país.
Outros destaques de utilização da plataforma ficam por conta de tarefas como:
- Escrita e edição de obras de ficção criativa (4,7%);
- Tarefas relacionadas a análise e correção de códigos de programação (4,5%);
- Criação de roteiros de vídeo, podcasts e conteúdo musical (3,9%).
Já em um ranking que analisa os setores que mais utilizam a ferramenta do país, a liderança fica por conta da Computação e Matemática. Essa área representa 28,9% das interações, o que reforça o papel do Claude no suporte a programadores.
Outros grupos de tarefa que também figuram entre os que mais usufruem das funcionalidades oferecidas por essa IA são:
- Artes, Design, Entretenimento e Mídia (15,2%);
- Educação e Biblioteconomia (9,3%);
- Jurídico (5,8%);
- Apoio Administrativo (4,7%).
Os dados também revelam que o Brasil tem maior participação relativa no uso da plataforma em âmbito global para atividades relacionadas ao trabalho.