Google usou IA para encontrar 60% de apps maliciosos na Play Store

Por Wagner Wakka | 15 de Março de 2018 às 14h26
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Nesta quinta (15), a Google divulgou o seu relatório de segurança para o Android. Chamado de Android Security 2017 Year In Review, um destaque do documento é a utilização de inteligência artificial para detectar possíveis aplicativos nocivos na plataforma.

Ao todo, a empresa conseguiu detectar 60,3% do que consideram apps potencialmente perigosos via machine learning, utilizando o serviço chamado Google Play Protect. Este serviço está presente em todos aparelhos que possuam Android a partir do 3.3, o que, de acordo com a Google, representa 2 bilhões de dispositivos e faz um escaneamento automático dos aplicativos.

A empresa precisa trabalhar com a tecnologia, uma vez que diariamente são revisados 50 bilhões de aplicativos na loja, dos quais automaticamente 39 milhões foram removidos da Google Play em 2017. A técnica consiste em usar o Play Protect associado à implementação de modelos de machine learning que conseguiam detectar, além de possíveis malwares, conteúdos inapropriados para a plataforma. O Protect checa cada aparelho pelo menos uma vez por dia.

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O relatório ainda mostra que usar somente a loja da Google para baixar aplicativos é 9 vezes mais seguro que baixar apps por meio de outros serviços. Embora não seja muito comum no Brasil, onde usuários de Android geralmente utilizam apenas a Google Play para acessar apps, em alguns países, é comum que usuários busquem outras lojas, ou baixem diretamente em sites pela internet.

Outro dado importante foi a queda da possibilidade de um aparelho com apenas Google Play instalado baixe um aplicativo potencialmente perigoso. Em 2016, este número era 0,11% e caiu para 0,09% em 2017.

PHA é a sigla em inglês para apps potencialmente maliciosos (Imagem: Divulgação)

O relatório completo está disponível no site oficial da Google.

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