Rumor | Microsoft deve exigir conta da empresa para configurar o Windows 10

Por Rafael Arbulu | 22 de Fevereiro de 2020 às 12h30
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O Windows 10, ao menos por enquanto, permite a sua configuração por meio de uma conta local (Guest), então se não for o desejo do usuário, não é necessária a criação de uma conta da própria Microsoft. Mas de acordo com alguns rumores, isso deve mudar — e não deve demorar muito.

O site alemão Dr. Windows coletou relatos de usuários que alegam que a opção “Set up with a local account”, disponível na primeira configuração do Windows 10, não está aparecendo em novas cópias do sistema operacional dentro da nação germânica. Até então, a medida, que existe, mas era aplicada apenas nos Estados Unidos, era desconhecida por outros países.

Ao invés disso, tentativas de configuração de novas cópias do Windows 10 passaram a exigir a criação de uma conta da Microsoft, efetivamente ligando a instalação do Windows 10 não apenas ao seu perfil, mas também fornecendo um ponto de identificação dos dados coletados por ele (como dados de Wi-Fi e navegação, entre outros recursos). Na opção de conta local, essa coleta não é tão expressiva, ou mesmo identificável.

Novas cópias do Windows 10 passaram a exigir a criação de uma conta da Microsoft para finalizar o processo de instalação e configuração, segundo rumores

Os internautas da Alemanha indicam, porém, que há um contorno simples para isso: desconecte o computador da internet. Aparentemente, a exigência só vale para máquinas ligadas à rede mundial de computadores, e um dispositivo offline recupera a opção de instalação através de conta local. No caso da máquina estar online, porém, a criação da conta torna-se obrigatória, apesar de o instalador ressaltar que, caso o usuário não queira usá-la, poderá removê-la após o processo de configuração.

Essencialmente, criar uma conta da Microsoft dificilmente configura um problema — e certamente há benefícios em fazer isso da forma pedida pela Microsoft: com uma conta online, preferências de ajustes e informações de navegação, por exemplo, são distribuídas entre vários dispositivos. Em outras palavras, seus sites favoritos podem ser transportados para um smartphone caso ele e o PC compartilhem da mesma conta (assumindo, claro, que você use o Microsoft Edge, o browser oficial da empresa).

Há quem argumente, porém, que isso é uma inconveniência desnecessária, além de tirar do usuário o direito de escolha quanto ao uso do Windows 10.

Até agora, a Microsoft não se manifestou, levando a teorias de que a medida foi implementada nos EUA em caráter de testes, sendo agora levada para outros países.

Fonte: Dr Windows, via Techradar

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