Teste do Arno X-Treme 7 aponta potência elevada e falha em unidade
Por Redação |

A busca por equipamentos de ventilação para ambientes amplos motivou a análise técnica do ventilador de coluna Arno X-Treme 7 (modelo VE3781B1). Equipado com sete pás e potência declarada de 160 W, o aparelho foi submetido a testes de desempenho pelo Canaltech Eletro. A avaliação priorizou a estrutura física, a capacidade de vazão de ar e o consumo energético, revelando uma construção robusta, mas identificando uma anomalia funcional na unidade testada.
O modelo diferencia-se pela montagem simplificada, baseada em encaixes que dispensam o uso de chaves ou ferramentas. A estrutura conta com uma coluna telescópica que permite ajuste de altura até aproximadamente 1,5 metro e uma base com peso reforçado. O objetivo do lastro extra é evitar oscilações mecânicas durante o funcionamento.
"A base tem que ser pesada para ser mais estável [...] senão ele vai gerar ruído e interferir na capacidade de gerar vento", explicou o apresentador Gabriel Rimi durante a análise. O acabamento apresenta detalhes em cobre e utiliza plástico fosco, apontado como mais resistente a riscos do que o acabamento "black piano" de versões anteriores.
Desempenho e inversão de velocidades
Durante a medição de fluxo de ar com anemômetro, a análise detectou uma inversão no funcionamento do seletor de velocidades da unidade específica. A posição indicada como "mínima" (ou "sono tranquilo") entregou a rotação máxima do motor, enquanto a posição "máxima" resultou no menor fluxo de ar. Apesar da falha de calibração de fábrica, o desempenho bruto foi registrado:
- Velocidade máxima real: Ventos entre 5,7 e 6,3 metros por segundo (m/s).
- Velocidade mínima real: Ventos entre 4,3 e 4,5 m/s.
O nível de ruído atingiu 68 decibéis (dB) na potência máxima. Embora o volume seja considerado elevado para o uso noturno em quartos pequenos, a análise pontuou que o ruído é proporcional à potência do motor e inferior ao de aparelhos de ar-condicionado portáteis.
Em termos de custo-benefício, o X-Treme 7 chega ao mercado com preço médio de R$ 350,00, valor inferior ao do modelo antecessor, o X-Treme 6. O consumo de energia estimado, considerando um uso diário de quatro horas, resulta em um acréscimo aproximado de R$ 14,00 na conta de luz mensal. A redução no preço final reflete a ausência de recursos eletrônicos, como painel digital ou controle remoto, focando a operação exclusivamente em controles manuais.
"No geral, o X-Treme 7 é um produto superior [ao 6], mais bonito, mais potente e mais barato", concluiu a avaliação, ressalvando a necessidade de conferir a calibração das velocidades.
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