Air Fryer Electrolux EAF180 com função a vapor vale a pena?
Por Redação |

O mercado de fritadeiras elétricas atingiu um ponto de saturação onde a concorrência ocorre majoritariamente pelo preço, e não por inovações tecnológicas significativas. Nesse cenário, a Electrolux, em parceria com a chef Rita Lobo, introduziu a Air Fryer EAF180, um modelo híbrido que combina a circulação de ar quente tradicional com a injeção de vapor. O Canaltech Eletro realizou testes práticos para verificar se a funcionalidade justifica o investimento superior à média do segmento.
A principal promessa do equipamento é a cocção que preserva a suculência dos alimentos. O modelo possui um reservatório de água de 1,1 litro e modos específicos para operar apenas com ar, apenas com vapor ou com a combinação de ambos.
Durante a avaliação, o apresentador Pedro Cipoli destacou o desempenho do aparelho no preparo de carnes, utilizando um bife do vazio como teste. O resultado diferenciou-se das fritadeiras convencionais, que tendem a ressecar a proteína.
"Ficou muito melhor no vapor. Ficou perfeitamente macia ali, não ficou selada. [...] Ela frita e cozinha ao mesmo tempo", aponta Cipoli sobre o teste com a carne.
Design, limitações e custo-benefício
Apesar da inovação no preparo, o produto apresenta características físicas que exigem atenção do consumidor. O equipamento possui dimensões robustas, ocupando espaço similar ao de um forno elétrico na bancada, o que pode ser inviável para cozinhas compactas.
Embora anunciada com capacidade de 7 litros, a área útil real é reduzida para cerca de 6,1 litros devido à grelha interna. Outro ponto técnico relevante é a necessidade de uma tomada de 20 amperes e o fato de o produto não ser bivolt.
O preço sugerido, que orbita a faixa de R$ 1.700, coloca a EAF180 em um patamar de custo consideravelmente mais alto que as concorrentes tradicionais ou modelos do tipo oven. A função de autolimpeza a vapor, embora auxilie na remoção de gordura, não substitui a lavagem manual completa.
Segundo a análise, o aparelho se posiciona como um item para entusiastas de tecnologia ou culinária que buscam recursos específicos de primeira geração.
"É a questão de você pegar e pagar por ser early adopter [pioneiro na adoção] e ter um produto que só você tem, ou esperar a tecnologia se popularizar", finaliza Cipoli.
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