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iPhone X vs iPhone 2: o que mudou em dez anos?

12:21 | Por Redação | 26 de Dezembro de 2017
TUDO SOBRE

iPhone X

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Nós estamos ficando velhos! Alguns ícones conseguem provar essa teoria com facilidade, como lançamento de Harry Potter e a Ordem da Fênix, Ratatouille e o próprio iPhone, que completou 10 anos de seu lançamento em 2017. Aproveitando a oportunidade, a Apple lançou o iPhone X, um modelo completamente diferente do primeiro.

Havia uma certa descrença por parte da indústria, mas quando Steve Jobs foi ao palco apresentar o primeiro smartphone da empresa, a ideia do “produto revolucionário” acabou sendo comprada. Tanto que, já naquela época, as primeiras tradicionais filam já se formavam com os fãs querendo ter o iPhone em mãos.

Este aqui não será um comparativo propriamente dito, mas vocês sabem o que mudou nesses últimos 10 anos? Isso é o que nós vamos mostrar agora!

CONSTRUÇÃO

O próprio Steve Jobs já dizia naquela época que o iPhone 2G estava, pelo menos, cinco anos à frente de qualquer outro telefone. Essa distância do iPhone para os outros foi diminuindo com o tempo, e hoje em dia nós temos grandes players apostando em novas tecnologias. Assim como a Apple.

Mas, antes de partirmos para os detalhes mais sórdidos, vocês perceberam que as duas caixas são parecidas até demais? Bem, isso ao menos na parte de fora.

Agora, você não vai mais encontrar essa “caminha” de plástico que comporta o iPhone, nem mesmo o mini dock que a Apple colocava na caixa - e era fácil, fácil de ser perdido. Mas, tudo bem, a Apple manteve a tradição até nas caixas dos produtos, visto que a experiência de unboxing é beeeem parecida.

Esses dois iPhones, por mais que sejam ridiculamente diferentes, acabam sendo parecidos em alguns pontos. Nós não temos mais algumas características legais como o “deslize para desbloquear” ou o botão Início, mas segurando eles na mão você percebe a semelhança na ergonomia.

Quer dizer, o primeiro iPhone é um pouco mais gordinho e nitidamente melhor de ser segurado, mas o foco aqui são os cantos arredondados, sabe?!

Mas a Apple não matou somente o botão de Início. Ela foi além é claro que ela iria além e matou - vejam só a audácia - o conector para fones de ouvido! Ok, isso não aconteceu exatamente no iPhone X, mas é uma pena ter que usar o cotoco de fio para fones tradicionais.

Ah, e as bordas do iPhone X são que nem as do seu irmão original, da mesma forma como os botões laterais permaneceram no mesmo lugar, mas com a diferença de que o botão de energia fica no topo do primeiro celular - enquanto que, para desligar o X, você precisa apertar ele e o de volume para cima.

O primeiro iPhone não era o celular mais resistente do mercado, mas o visual diferente acabou dando a ele alguns olhares mais fortes. Ele não chegou com teclado físico nem nada do tipo, e o iPhone X traz de volta o vidro como material predominante. Só que isso tem um preço, e claramente se os dois caírem no chão, o mais prejudicado pode ser o X.

O que nós temos de novo, aliás, é uma tela no corpo de um celular. No primeiro iPhone, como vocês podem notar, as bordas reinavam com facilidade. Mas para a época isso era muito legal, pois ele não precisava necessariamente (e nem precisa) de uma caneta Styllus propriamente dita para funcionar.

Se naquela época já era meio disruptivo um smartphone com tela de toque, agora ficou ainda mais diferente usar o iPhone.

USABILIDADE + DESEMPENHO

Quando foi lançado, o iPhone 2G não era um especialista em comunicação e trazia em suas entranhas um processador feito pela… Samsung. Pois é, a história de amor e ódio dessas duas também já faz um tempinho.

O Samsung ARM 11 tinha 412 MHz em um único núcleo, com GPU PowerVR MBX, 128 MB de RAM e opções com 8 ou 16 GB de espaço interno. Como o iPhone nunca teve slot para cartões microSD, isso aqui permaneceu intacto.

Mas isso, ainda assim, era muito legal. Jogos que usavam o acelerômetro também fizeram sucesso, mas a App Store era ridiculamente pequena na época do iPhone OS. O 2G chegou até a versão 3.1.3, bem na época onde o jailbreak dava os primeiros passos e trazia dezenas de novos recursos.

O novo iPhone X é chato, se formos compará-lo com o 2G. A Apple passou a desenvolver o seu próprio chip, que agora está na versão A11 Bionic com 6 núcleos, trouxe uma GPU própria, 3 GB de RAM e o coprocessador de movimentos M11. Além disso, ela inclui ainda o Bluetooth 5.0 (diferente da versão 2.0 do primeiro iPhone) e traz, agora, NFC para leitura e escrita.

Mas é no software que esses caras se diferenciam DEMAIS! Nós já falamos que usar o iPhone X é uma parada bem diferente de qualquer outro iPhone. Na época do 2G, você precisava apertar o botão Início ou o de Energia e, então, “deslizar para desbloquear”; no X, basta olhar para ele que o Face ID, tecnologia de reconhecimento facial da Apple, faz o desbloqueio e também pode autenticar compras com o Apple Pay.

O difícil vai ser sobrar alguma grana para comprar qualquer outra coisa, pois o preço do iPhone sempre foi beeeem alto por aqui e… é, o Apple Pay ainda não chegou no Brasil.

No lugar de apertar um botão, você agora só precisa deslizar para cima. Até mesmo para sair dos aplicativos é assim. A multitarefa ficou muito inteligente e prática com o passar do tempo, mas há dez anos nada disso existia. E, claro, somente depois que o iPad foi lançado que a Apple passou a adotar a nomenclatura “iOS”. Atualmente, nós estamos no iOS 11.

Todos esses gestos e atalhos não existiam no iPhone OS 1.0, versão original do software. Hoje nós temos muito mais fluidez, dezenas de novos aplicativos e recursos, suporte a tecnologia de Realidade Aumentada e… bugs, muitos bugs. Nada fora do padrão, no entanto.

DISPLAY E MULTIMÍDIA

A característica mais importante que diferencia o iPhone 2G do iPhone X está nas telas. No primeiro, as 3,5 polegadas comportavam a resolução 320 x 480 pixels, com a interação multitoque sendo o principal ponto de foco. Foi a mudança das telas resistivas para o padrão capacitivo, mas ele agora é outro.

A Apple passa a usar um painel OLED de 5.85” com resolução de 2436 x 1125 pixels e padrão 19.5:9, diferente do 3:2 usado anteriormente. A diferença fica bem gritante, na realidade, quando você percebe que uma screenshot do iPhone 2G só ocupa o espaço de dois ícones na tela inicial do iPhone X.

Ah, e é claro, esse lance de trazer uma tela gigante para o corpo de um smartphone menor resultou nesse pequeno topete aqui na parte frontal do iPhone X. E você não tem nada disso no iPhone 2G, nenhum “notch”.

Só que o iPhone 2G tem uma vantagem crucial em relação ao painel do iPhone X. Os ângulos de visão são excelentes no novo aparelho, e você vai conseguir enxergar tudo o que aparecer ali… assim como qualquer outra pessoa que estiver do seu lado.

E a segurança, hein? Onde fica? Claro, o iDinossauro 2G (juro que é uma piada carinhosa) nunca deu esse “problema”.

A tela do novo iPhone é, enfim, uma das melhores do mercado atual, deixando todas as brincadeiras de lado. Mas foram precisos 10 anos para que a Apple saísse do IPS LCD para uma tecnologia verdadeiramente mais vantajosa.

CÂMERAS

Quando foi lançado, a câmera do iPhone 2G registrava imagens com 2 MP e tinha foco fixo, mas a abertura de f/2.8 não ajudava em muitas situações. Mas, ainda assim, dez anos depois, a Apple cita que o iPhone é a câmera mais popular do mundo. E, bem, as selfies não eram tão populares naquela época, então você tinha que se contentar com apenas um sensor.

Hoje, o iPhone comemorativo dos anos de lançamento da primeira versão tem três câmeras. Duas ficam na traseira e têm 12 MP, a outra fica na frontal, com 7 MP. As novidades incluem as Live Photos, zoom óptico de 2X, o modo Iluminação de Retrato e gravações em câmera lenta com 240 fps, ou em 4K com 60 fps! Bem diferente, não?

Antigamente, o 2G brigava com o N95 e apanhava demais; hoje em dia a Apple aprendeu, basicamente, e começou a distribuir celulares com câmeras cada vez mais potentes e equiparáveis aos respectivos concorrentes da atualidade.

Mas uma coisa ainda continua intacta: a interface do aplicativo de câmera da Apple segue simples e com opções claras, mas sem nada detalhado. Infelizmente, por exemplo, nós ainda não temos um modo manual, e isso só é possível com aplicativos de terceiros.

Só que a Apple acabou criando uma legião de fãs que investem (muita) grana nos seus lançamentos, e esses mesmos caras são os responsáveis pelo sucesso do iPhone. Não estamos afirmando que ele tem, de fato, a melhor câmera do mercado, mas sim, ele acabou ganhando bons pontos nessa última década.

BATERIA

Lembra daquela época maravilhosa que a Apple usava um conector padrão bem chato? Pois é, ela morreu - em partes. O padrão Lightning, adotado inicialmente no iPhone 5, é 80% menor e reversível, o que permite a você plugá-lo no celular de qualquer um dos lados.

Mas se isso ainda for um incômodo, agora você pode encostar o iPhone X numa base de carregamento que os 2.716 mAh voltam a ficar cheios de carga. Essa, talvez, seja a novidade mais interessante, pois o iPhone ainda não conseguiu atingir uma autonomia mais satisfatória e que ultrapasse a marca de um dia de uso com facilidade.

Só que isso é bom, não é? Quer dizer, o iPhone 2G tinha que ser carregado umas duas vezes ao dia, o que já era bem incômodo. As outras grandes mudanças na bateria ficam nas mãos do software mais otimizado e que garante uma vida útil maior, mesmo com um componente não tão “cheio” assim.

E AÍ, MUDOU MUITA COISA?

A diferença do iPhone 2G para o iPhone X é gritante, e se você é fã da marca ou acompanhou todo esse processo, sabe que essa verdade ficou escancarada. A própria Apple cita que “o iPhone X é o futuro” e representa uma das maiores mudanças na empresa, e de fato, a companhia conseguiu trazer um lançamento impactante em 2017.

Hoje em dia nós temos os Animojis, uma App Store lotada de aplicativos e jogos cada vez mais detalhados, o que já era de se esperar dado todo o processo de inclusão do iPhone no mercado.

Só que uma coisa ainda fica inegável: o iPhone X pode ter perdido algumas características originais, mas ele faz, sim, jus ao aniversário de 10 anos de lançamento do primeiro modelo.

E vocês, vão se acostumar com os novos gestos e o notch? Ou ainda preferem o bom e velho botão Início com o “deslize para desbloquear”? Conta pra gente aqui nos comentários!

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