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Super NES Classic Edition [Análise / Review]

09:56 | Por Redação | 22 de Dezembro de 2017

Não, sério, quem vai falar que o SNES Classic não é ridículo de fofo? Nós recebemos a versão norte-americana do console, que é baseada no modelo roxo. Mas, tudo bem, é o SNES que está aqui em uma versão miniatura, e ele é lindo.

Se você sempre curtiu aquelas linhas mais quadradas, então vai achar bem bacana esse relançamento. Os únicos botões que funcionam são o de “POWER” e “RESET”, já que o do meio servia para abrir o slot dos cartuchos. E como eles foram eliminados daqui… bem, o botão também não funciona.

“Ah, mas e como a gente vai colocar o controle nessa entrada? Algo de errado não está certo, Canaltech!” Calma, gente. Existe um truque, na realidade. Essa tampinha esconde os verdadeiros conectores, e aparenta ser um pouco frágil, também. (1:39) Felizmente, esse novo modelo é minúsculo e cabe até mesmo na palma da mão, o que certamente vai ser ótimo para decorar a sua sala.

O SNES Classic tem a seguinte relação com os cabos: ele só precisa de um HDMI e um USB (com ponta micro USB) para funcionar. Se a sua TV tem as duas entradas, melhor ainda.

A empresa também coloca dois controles na caixa do videogame, o que dá aquele impulso de ligar para os amigos e mandar um: “galere, vamo jogar Street Fighter aqui em casa?”. Saudades…

A NOVA CARA DO SNES

A interface do SNES Classic é inteiramente simples e baseada nos gráficos da época. A lista de games funciona como uma espécie de carrossel com a capa de cada um deles, com informações se é para 1 ou 2 jogadores ou se existem savepoints, ou os “pontos de suspensão”, como são chamados. Este, inclusive, é um dos recursos que podem atrair ainda mais quem está tendo a primeira experiência com o videogame.

Isso deixa os jogadores salvar partes do jogo que normalmente não são salvas, e como o SNES não tem os títulos mais fáceis do universo, muita gente vai curtir isso. Para salvar algum ponto de qualquer game, é só apertar o botão de “Reset”, e então, no menu inicial, você tem a opção de “salvar” no histórico ou só manter ali para uma jogatina rápida depois.

Uma galera parece não ter curtido tanto essas mudanças. Mas, imagine que o SNES Classic chega alguns anos depois do seu lançamento, e que as crianças daquela época já não são mais crianças. Há quem queira jogar tudo de novo, do mesmo jeito; na mesma medida, há quem queira apenas se divertir um pouco com aquele game do passado, e aí a mecânica parece ser mais favorável ao jogador.

Isso não quer dizer que os jogos são mais fáceis. Os níveis de dificuldade são os mesmos, mas com recursos como o de “rebobinar” algumas partes. Morreu em uma hora que você realmente não podia morrer? Tudo bem, esse recurso ainda te deixa voltar um pouquinho do ponto que você deu o “Reset” para tentar de novo.

Nos RPGs disponíveis, você pode rebobinar de 4-5 minutos, e em jogos de simulação e outros gêneros você pode voltar no máximo 50 segundos.

E isso se encaixa perfeitamente no que dissemos anteriormente sobre os jogadores que ainda são apaixonados pelo Nintendo, mas que hoje em dia só querem brincar um pouco, sem tanto comprometimento.

Só que, infelizmente, nem tudo é perfeito no SNES Classic.

Não existe nenhum outro modo de sair dos jogos sem ser pelo botão "Reset", o que é uma limitação bem frustrante. Mas, por outro lado, se você abrir um jogo e depois de algumas partidas decidir voltar ao menu inicial, ele cria um atalho usando o botão "Y" para você retornar rapidamente para o game.

O máximo que o jogo permite é fazer uma combinação de quatro botões para reiniciar o jogo que você já está. Aí é só apertar por no 1 segundinho os botões: select + start + L + R e o game é reiniciado.

Só que nós ainda não falamos de uma coisa bacana, porém relativamente pequena. Nos ajustes de “visualização”, você pode escolher entre a proporção 4:3 ou a resolução original, mas também dá pra usar o filtro CRT que simula as TVs super antigas de tubo que pesam 75kg. E, como a tela fica cortada nos cantos, dá pra escolher entre até 4 molduras diferentes para melhorar o cenário.

OS JOGOS

A Nintendo escolheu 21 títulos para o SNES Classic que representam alguns dos melhores jogos que já foram lançados até os dias de hoje. Muitos deles vocês com certeza já brincaram por um bom tempo, e alguns outros nem tanto.

  • Contra 3: The Alien Wars
  • Donkey Kong Country
  • Final Fantasy 6 (née Final Fantasy 3)
  • EarthBound
  • F-Zero
  • Kirby’s Dream Course
  • Kirby Super Star
  • The Legend of Zelda: A Link to the Past
  • Mega Man X
  • Secret of Mana
  • Star Fox
  • Star Fox 2
  • Street Fighter 2 Turbo: Hyper Fighting
  • Super Castlevania 4
  • Super Ghouls ’n Ghosts
  • Super Mario Kart
  • Super Mario RPG: Legend of the Seven Stars
  • Super Mario World
  • Super Mario World 2: Yoshi’s Island
  • Super Metroid
  • Super Punch-Out!!

A diversificação na lista é interessante, afinal, aqui a gente tem alguns RPGs, jogos de luta, de corrida, aventura, ação e Contra 3. Contra 3 eu diria que se encaixa em uma nova categoria de game, que é aquela que você só passa raiva. Eu, pelo menos, sou horrível nesse negócio, mas fica a dica aí pra quem morria o tempo todo: usem aquele recurso de rebobinar.

Mas, apesar disso tudo, alguns jogos parecem ter ficado de fora, como Chrono Trigger, NBA Jam e o saudoso jogo O Máscara, por exemplo. Conhece mais algum que poderia ter entrado na lista? Conta aqui pra gente!

Só que nem todos os jogos parecem os mesmos depois de algum tempo. Donkey Kong e Super Metroid continuam excelentes, mas Star Fox em uma TV grande fica um pouquinho complicado de acompanhar. Super Mario Kart é outro título que segue divertido, mas que depois de algum tempo já começa a dar dor de cabeça. Não é culpa da tecnologia, mas sim do tempo.

Jogar qualquer coisa no SNES Classic vai te fazer sentir, de novo, uma criança de 8 anos de idade. A diferença é que você, agora, tem uma cara mais séc. XXI no console. E quanto a ação do tempo, ela não parece surtir efeito em alguns títulos, mas em outros, sim.

E, sim, nós concordamos que abrir a biblioteca para que o jogador adicione os jogos que quer seria uma ideia maravilhosa, mas quebraria o conceito original do relançamento. Ele funciona bem desse jeito, totalmente offline, mas você também pode fuçar a internet sobre como fazer isso “na marra”.

Ah, e é claro, temos Star Fox 2 aqui no meio. Esse jogo nunca foi lançado, mas foi desenvolvido na década de 90 e cancelado posteriormente graças ao irmão Nintendo 64, que estava prestes a chegar. Se você adora a franquia, precisará passar da primeira fase em Star Fox original para liberar esse segundo jogo.

É OFICIAL, SOMOS CRIANÇA DE NOVO

Nós concordamos que trazer todos os jogos para o SNES Classic seria uma ideia ousada, mas a lista de 21 títulos cumpre bem o papel de levar os jogadores para o mundo da nostalgia. Só que… né… alguns ficaram de fora, o que também é compreensível.

Só que, olhar o SNES Classic de novo, depois de todos esses anos, te faz lembrar como os games daquela época são divertidos. E isso sem contar que ele já vem com dois controles na caixa!

E, tudo bem, a gente tem que confessar que apertar o botão Reset o tempo todo para trocar de game é muito chato. Mas vocês lembram daquela época? Era preciso levantar, tirar um cartucho, pegar o outro, assoprar, rezar para funcionar e colocar o novo cartucho no videogame. Bem mais simples, não é?

É pouco provável que você acorde um dia e pense: “opa, que saudade, acho que vou comprar um SNES Classic”. Mas isso porque, aqui no Brasil, esse brinquedo custa R$ 999. A gente só não entende muito bem como os US$ 79 dos EUA se transformaram nessa quantia em Real, mas segue a vida, não é mesmo?

O SNES Classic é exatamente aquilo que você queria para voltar aos clássicos da Nintendo. Toda a experiência de ter o mini console na sua mesa e os controles físicos atropela todo e qualquer emulador, mas a diferença é que os emuladores são gratuitos.

E, é claro, geral quer comprar esse novo brinquedo, o problema mesmo é a disponibilidade e o preço, já que a Nintendo não trabalha mais aqui no país.

Mas, e vocês, curtiram essa rápida viagem no tempo com o SNES Classic?

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