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Sony Xperia L1 [Análise / Review]

Duração: 10min • 20 de Julho de 2017
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A primeira vez que o Xperia L deu as caras foi e 2013, na época em que o Android começava a dar os seus primeiros passos ao aprimoramento. Aparentemente a Sony não esqueceu dessa linha e em 2017 trouxe o Xperia L1, uma versão remodelada e mais atraente esteticamente.

Ele tem esse visual bem bonitão e imponente, e seu preço oficial é R$ 1.199. Mas será que realmente vale a pena investir neste novo modelo da Sony?

O aparelho

Pesando aproximadamente 180 g com pouco mais de 8 mm de espessura, o Xperia L1 é um intermediário que também quer cativar o público com a aparência. Ele vem nas cores preto, branco, rosa e dourado, mas o que realmente chama atenção é a carcaça fosca, mas que não é tão aderente quanto deveria ser.

Nós ainda temos as laterais arredondadas para facilitar na pegada, e o topo e base são mais achatados. Diferente de outros modelos da fabricante, como o XA1, esse aqui não tem botão dedicado para a câmera, deixando na lateral direita o botão de desbloqueio (liga/desliga) e os botões para controle de volume.

Passando para o outro lado, a Sony adicionou slots dedicados para dois chips no formato nano, além de um dedicado para cartões microSD de até 256 GB. E, realmente, o visual do Xperia L1 é bem atraente. Na base dele nós temos o microfone principal, alto-falante e porta USB-C, enquanto o conector para fones de ouvido e o microfone secundário ficam localizados no topo.

Ele também tem um ótimo aproveitamento de tela, mas o material utilizado na construção parece ser um tanto quanto frágil. A recomendação aqui é não largar o celular no bolso com uma chave ou outro objeto, para evitar riscos e outros danos.

E por falar em danos, se o aparelho entrar em contato com a água você poderá ter sérios problemas. Ele não traz nenhuma proteção contra água, como temos no Moto G5, por exemplo.

Tirando isto, a parte estética do Xperia L1 está de parabéns.

Display e multimídia

A tela IPS LCD do L1 é de 5,5” com resolução HD (1280 x 720p@320ppi). Ela ocupa ~74% da estrutura frontal, deixando apenas a borda superior com tamanho maior que as demais. Nas laterais, por exemplo, quase não existe borda.

A qualidade da tela realmente não é uma das mais empolgantes, mas você pode calibrar o balanço de branco nos ajustes. Outra coisa legal é o brilho adaptável, que ajusta o brilho de acordo com a luminosidade do local, para não prejudicar a sua visão.

Sob luz solar, por exemplo, a tela menos refletiva permite uma melhor visualização do conteúdo, embora nem tudo fique tão explícito nestes ambientes. Os tons escuros também tendem a puxar um pouquinho para o cinza, o que de certa forma não é tão frustrante, dados os ajustes realizados pela fabricante.

Mesmo tratando-se de um painel IPS, a reprodução de cores no L1 é muito fiel ao conteúdo exibido. Nada que chegue tão perto de uma tela Full HD, como poderia ser por aqui, mas ela é bem equilibrada, com um bom nível de saturação e contraste.

Especificações

A ideia da Sony com o Xperia L1 é introduzir um modelo mais “barato” e com especificações equiparáveis a outros intermediários. O problema é que o poder de fogo dele acaba não sendo tão intenso, mas também não decepciona em uso moderado, o que em suma é bom para o consumidor.

  • Chipset MediaTek MT6737T (quad-core 1,45 GHz);
  • GPU Mali-T720;
  • 2 GB de RAM;
  • 16 GB de armazenamento interno (~10 GB livres), com slot para microSD de até 256 GB.

Tratando-se do hardware, o Xperia L1 compete com aparelhos como o Vibe K6 e Moto G5, e ambos trazem, por exemplo, o dobro de memória interna. Se você é mais um adepto dos benchmarks, seguem os resultados obtidos pelo smartphone da Sony.

Usabilidade e desempenho

O que você espera de um celular intermediário é um desempenho satisfatório, mas que também faça um trabalho legal com atividades que exigem mais poder de processamento. O Xperia L1 entrega um bom desempenho, embora fique para trás quando o comparamos com outros modelos do mercado brasileiro.

O hardware dele não é dos melhores, mas a experiência de uso é certamente satisfatória. A interface da Sony no Android 7.0 Nougat é bem fluida, sem animações pesadas. Os apps pré-instalados, como o antivírus da AVG, não podem ser desinstalados, mas sim “desativados”. O lado bom é que eles não estão em grande quantidade, não ocupando tanto a memória do aparelho.

Os jogos pesados, é claro, acabam não rodando com tanta fluidez no L1, que leva um belo tempo para carregar esses títulos, e às vezes sequer os carrega.

Outra coisa que certamente incomoda é o espaço interno. Você tem cerca de 10 GB livres para uso, mas os concorrentes do L1 trazem, em sua maioria, 32 GB de memória.
O gerenciamento de RAM dele também não é dos melhores, e a grande maioria dos aplicativos, mesmo os mais leves, é reiniciada quando você faz a troca e navegação entre eles.

Mas também vale citar que o aparelho ainda conta com Bluetooth 4.2 e NFC, fazendo com que ele também seja compatível com sistemas de pagamentos móveis e afins

Câmeras

A Sony, que sempre foi referência de boas câmeras, trouxe para o L1 um sensor de 13 MP (f/2.2) com flash LED único. Já na parte frontal, a câmera é de 5 MP (f/2.2). Esse conjunto é bastante razoável, tendo muita dificuldade para registrar os cliques quando você está em um local com pouca iluminação.

Um dos destaques, porém, fica para a calibração das cores, que as deixa mais próximas da realidade. No mais, boa parte dos detalhes do cenário acaba ficando borrada, e o pós-processamento do aparelho não faz nenhum ajuste específico para calibrar isto. Também devemos mencionar o ângulo de captura, que é maior e consegue concentrar mais objetos de um cenário.

O sensor mais escuro faz com que você não tenha tanta liberdade para capturar imagens melhores, embora o resultado das fotos do L1 seja satisfatório, mas nada além disso.
De qualquer maneira, você tem controle manual para o foco, velocidade do obturador, exposição e balanço de branco, permitindo que a qualidade seja melhorada de acordo com a sua necessidade e ambiente.

Na parte frontal, porém, a câmera decepciona um pouco. As imagens ficam borradas, numa espécie de modo de embelezamento que não agrada. É o tipo de câmera para redes sociais, sem impressionar muito pela qualidade abaixo da média dos seus concorrentes.

Bateria e acessórios

Para alimentar o hardware do Xperia L1, a Sony adicionou uma bateria de 2.620 mAh ao aparelho. Isto já é o suficiente para fazer com que o smartphone dure um dia inteiro, e a Sony ainda acrescenta dois modos de economia de energia que são bem eficientes.

Em uso normal, o L1 pode ser retirado da tomada às 9h, chegando ainda ao fim do dia com uma porcentagem de, por exemplo, ~13%, que foi o resultado obtido por nós. Essa é uma média boa, e se você for um usuário ainda menos intenso conseguirá chegar até a manhã seguinte com ele no seu bolso.

Nos testes de reprodução de conteúdo via streaming, com brilho no máximo e conectado ao Wi-Fi, o L1 obteve uma descarga média de 13% por hora, o que também reflete um número legal para quem curte assistir filmes.

No mais, o standby do smarpthone também funciona muito bem, sem consumir praticamente nada de energia.

Vale a pena?

Considere que o Xperia L1 chega para um público intermediário com especificações limitadas frente aos seus concorrentes. Ele consegue ser um ótimo aparelho para atividades tradicionais, sem impulsionar o usuário a se aventurar em apps e jogos mais pesados, no entanto.

Nos canais oficiais, a Sony estipula o preço do dispositivo em R$ 1.199. De fato, o valor cobrado pela Sony se equipara com os concorrentes, embora o L1 não tenha recursos extras como o leitor biométrico ou alguma certificação contra água ou poeira.

O investimento vale se você optar por um aparelho intermediário que não entregue um desempenho muito superior aos seus concorrentes. Ele está na média, mas a falta desses recursos adicionais realmente não deixe os usuários empolgados com o lançamento.

A proposta do L1 é ser um dispositivo equiparável com outros intermediários, mas ele perde em alguns pontos críticos. A memória interna talvez seja um dos principais, embora o slot para microSD possa “contornar” este incômodo.

Seria o caso de apelar para os canais de varejo, onde o L1 pode ser encontrado por valores abaixo dos R$ 1.199, e aí sim a compra vale a pena. 

No mais, para brigar com os seus principais concorrentes, ele também pode ser uma boa opção, adicionando um aparelho com visual um pouco diferente ao mercado.

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