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Samsung Galaxy J2 Prime [Análise / Review]

10:48 | 08 de Setembro de 2017

Nós estávamos dando uma olhada nos comentários que vocês publicam aqui nos vídeos e encontramos um pedido bacana de review. Não se trata de um smartphone topo de linha, como vocês já viram aqui no título, mas sm do Galaxy J2 Prime, um dispositivo de entrada com algumas leves mudanças em relação ao modelo anterior.

E, é claro, atendendo o pedido do Jerfeson, da Luiza, do Lucas e de outros leitores, aqui vai a análise do Galaxy J2 Prime.

O APARELHO

O Galaxy J2 Prime não traz nada de especial em relação ao design. Na verdade, o dispositivo segue uma linha bem fomentada pela Samsung. São 160 g e 8.9 mm de espessura que resultam em um celular com tampa traseira removível e texturizada, mas caracterizado pelo alumínio na estrutura lateral.

Este acabamento dá um pouco mais de elegância ao produto, embora ele seja mais pesado que o J2. Ainda assim, trata-se de um dispositivo confortável e relativamente fácil de ser usado com uma das mãos, mas você também pode reduzir a tela para facilitar a usabilidade.

Mas o J2 Prime também traz suporte para dois cartões SIM e um dedicado para cartões microSD de até 256 GB. Os botões capacitivos não são retroiluminados, e não, ele não tem leitor biométrico.

Ah, e outra coisa: esse modelo aqui traz flash frontal, mas assim como no anterior não tem sensor de luminosidade. Na prática, isso quer dizer que você vai precisar sempre alternar manualmente o brilho dele.

DISPLAY E MULTIMÍDIA

Começando por uma mudança interessante, a Samsung saiu das 4,7” para 5”, mas infelizmente manteve a baixa resolução de 960 x 540 pixels. Antes fechando em 234 ppi de densidade, esse modelo agora fica na casa dos 219 ppi. O ideal, mesmo, seria usar a resolução HD, para que ao menos mais detalhes pudessem ser preservados.

Outra mudança que também não acaba sendo tão legal, é o fato da Samsung ter trocado o display Super AMOLED por um PLS TFT IPS, que definitivamente não tem a mesma fidelidade na reprodução de cores. Esse novo painel também é reflexivo, então sob luz solar, ainda que com o “modo externo” ligado, você não consegue enxergar tão bem o conteúdo.

No final, essas limitações não fazem do J2 Prime um concorrente muito forte. O som dele também não se sobressai, então o que você deve esperar é o que casualmente vemos em smartphones de entrada, ou seja, um volume relativamente bom, mas com pouca fidelidade.

ESPECIFICAÇÕES

Alimentando o coração do Galaxy J2 Prime, a Samsung utiliza um chipset MediaTek MT6737T de CPU quad-core de 1,4 GHz. Em relação ao Galaxy J2, o dispositivo tem 500 MB a mais de RAM, além do espaço interno ser de 16 GB (~11 GB livres) nesta versão aqui.

* CPU quad-core de 1.4 GHz
* GPU Mali-T720
* 1,5 GB de RAM
* Bluetooth v4.2
* Micro USB 2.0
Em termos de especificações, não temos diferenças gritantes entre os dois. A geração passada, porém, trazia um chipset Exynos 3475 com CPU também quad-core, mas com clock de 1.3 GHz. O que fica de mais impactante com a mudança é a eficiência energética, que aparenta ser melhor no chip da Samsung.

De qualquer maneira, aqui vão os resultados de benchmark do Galaxy J2 Prime.

USABILIDADE E DESEMPENHO

No Galaxy J2, o desempenho era exatamente o básico para quem quer um dispositivo para navegar casualmente nas redes sociais, assistir um vídeo no trajeto da faculdade e trabalho e também para mandar fotinhas engraçadas no grupo da família do WhatsApp. E isso se repete aqui, mas com uma pequena folga.

Neste caso, considere que você pode até jogar games como Asphalt Xtreme, mas com gráficos no mínimo para não prejudicar o desempenho. A taxa de quadros nem sempre se manterá na média dos 30 fps, e quando há muita coisa acontecendo no cenário ela tende a cair.

Sendo assim, o J2 Prime acaba sendo um substituto não muito convincente, mas sim, ele tem poder de fogo relativamente maior. Você não notará engasgos recorrentes na interface, que é mais limpa e com menos recursos exatamente por este motivo.

Ele vem com Android 6.0.1 Marshmallow de fábrica com apps da Samsung, Google e Microsoft, além de apps como o Opera Max, o de TV Digital e o Recarga Certa. Você tem também ações rápidas direto dos ícones dos apps, e apertando 3x o botão Início a tela é reduzida para o uso com uma das mãos.

No mais, o J2 Prime é um smartphone que realmente vai te entregar o básico. Mas ele tem algo bacaninha no software: nas configurações, existe o “Gerenciador Inteligente”, que basicamente reúne informações sobre o hardware e a proteção do smartphone. Não é nada tão incrível, tá? Mas é um recurso interessante para quem está de olho no aparelho.

CÂMERAS

O sensor principal que equipa o Galaxy J2 Prime é um CMOS de 8 MP (f/2.2), com suporte a gravação de vídeos em HD a 30 fps. Para iniciar rapidamente, é só usar aquele atalho de apertar duas vezes o botão Início. Ele tem ainda um modo Pro (manual), um HDR e outros, como o panorama e o “som e foto”. Neste último, o áudio é gravado por 9 segundos enquanto registra a imagem.

Nós fizemos alguns cliques bem legais com o J2 Prime, e realmente o dispositivo consegue fazer imagens sem cores opacas. Neste caso, o verde é realmente verde, o vermelho é vermelho e, ao contrário do que se espera de um celular de entrada, boa parte dos detalhes fica visível aos olhos.

É claro que você não terá a qualidade de um smartphone com um sensor mais robusto, e se você der um zoom vai perceber os granulados e borrões. Mas estamos falando de um smartphone de entrada, e para essa faixa de preço ele até que manda bem, mas essa é uma das poucas mudanças interessantes dele para o J2 anterior.

Na frontal, o celular passa de 2 MP para 5 MP com a mesma abertura de lente, mas… não, não foi dessa vez. Esta câmera oferece selfies descompromissadas e com uma leve distorção nas cores que pode ser um incômodo se você não curtes os retoques e modos de embelezamento. A principal diferença, porém, é que agora você tem um flash único para auxiliar nas fotos noturnas.

BATERIA E ACESSÓRIOS

O J2 Prime traz uma bateria removível de 2.600 mAh, ou 600 mAh a mais que a geração passada. Isso, em suma, deveria fazer dele um aparelho mais duradouro, mas não é o que acontece. Em uso real, o aparelho mostra sinais de descarga muito mais frequentes que o J2, mas pode chegar ao fim do dia, sim, se você não passar tanto tempo em aplicativos que exigem tanto das conexões quanto do hardware em geral.

O legal é que, se você está de olho em um aparelho para assistir vídeos, ele fica na mesma média do seu irmão mais velho. Reproduzindo vídeos em streaming com brilho máximo, e com somente o Wi-Fi ligado, o dispositivo da Samsung teve uma descarga de 10% por hora. Tenha em mente que, assim como no J2, o uso da TV Digital, principalmente com sinal fraco, pode impactar bastante na bateria.

Mas um aspecto acabou não sendo tão legal, assim. Para carregar o J2 Prime totalmente, o carregador que vem na caixa dele (de 5,0V e 1,0A) leva mais de 3 horas para concluir o serviço.

A autonomia dele é inferior a do J2, com potenciais abusadores de energia revelados com a troca de componentes. Sair de um painel AMOLED para um TFT IPS, e até mesmo o chipset que era um Exynos e passou a ser um MediaTek, muito provavelmente foram medidas que impactaram na autonomia de bateria do produto.

VALE A PENA?

Aqui neste ponto você provavelmente já deve ter percebido que, do Galaxy J2 para o J2 Prime, a Samsung não trouxe melhorias significativas. Ok, agora o smartphone tem alumínio nas laterais e 500 MB a mais de RAM, mas a bateria que ganhou um aumento de mAh, por exemplo, não impactou positivamente na vida útil.

De qualquer forma, temos no J2 Prime uma evolução mínima, e de “Prime” ele realmente não tem muuuuita coisa.