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Samsung Galaxy A50, o sucessor da linha J [Análise/Review]

13:16 | Por Adriano Ponte | 10 de Abril de 2019
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Ficha técnica

A linha “A” da Samsung significava: “o melhor da Samsung, antes de chegar na chegar na linha S”. Apostar num Galaxy A significa pagar um pouco “menos caro” num aparelho resistente à água, bom fotógrafo e com tela de alta qualidade (dando aquele sabor ao usuário de que apenas os Galaxy S seriam uma opção melhor no catálogo da Samsung).

O tempo passou e perdemos a proteção contra líquidos nos Galaxy A em 2018, e só nos resta saber o que mais foi removido nos A de 2019, tornando a linha ainda mais sem sentido num mundo onde existem Galaxy’s J, M, A (e possivelmente B-C-D-E-F-G-H). Talvez para a Samsung os Galaxy A do passado oferecessem “demais” algumas vantagens da linha S.

ESPECIFICAÇÕES

O Galaxy A50 pesa aprox. 166 g (combinando plástico e vidro em seu corpo). Seguindo a tendência dos antecessores da linha A, o A50 também perdeu a resistência à líquidos que fazia parte desses aparelhos “mais elaborados” da marca.
Ele é movido por um Chipset Exynos 9610 Octa (comparável ao Snapdragon 660 da Qualcomm) que conta com:

* CPU Octa-core
* GPU Mali-G72 MP3
* 4/6 GB RAM
* 64/128 GB ROM
* Tela Super AMOLED 6.4” (1080 x 2340) 19.5:9 (~403 ppi)
* Android 9.0 (Pie)
* Câmera tripla de 25 MP (f/1.7) +
* 8 MP (f/2.2) 12mm (ultrawide)
* 5 MP (f/2.2) para profundidade
* Vídeos em [email protected] (e) câmera frontal de 25 MP (f/2.0)
* Leitor de impressões digitais (sob o display)
* Bateria de 4000 mAh (carregamento de 15W)

CONSTRUÇÃO

O Galaxy A50 deixa claro que a "onda chinesa" de estètica multicolorida veio para ficar em 2019, pelo menos por conta da Samsung em sua linha de aparelhos.
No caso do A50 temos uma abordagem um passo adiante das cores de múltiplos tons, indo diretamente para uma camada arco-íris revestindo toda a traseira do modelo.

A impressão dada por essa aparência pode dividir opiniões, ao mesmo tempo remetendo a uma balada ou reflexos da cidade à noite, simultaneamente lembrando o pescoço de um pombo (ou) dando a impressão que o A50 caiu numa poça de óleo automotivo (e que agora reflete ao sol).

Já a frente do aparelho não exige tanto da percepção humana, exibindo um modelo com "notch" de gota e borda na parte de baixo ao mesmo tempo (indicando que o A50 tem a estética de 2019, porém não entrega 100% de tela).

Os botões são todos localizados na direita; nenhum deles está ligado à terrível assistente da Samsung (Bixby) para alívio dos usuários. Mas você pode ativar a “monstruosidade” pelas configurações, caso queira que o botão “ligar” conjure o vampiro para atacar você.

USABILIDADE

A One UI é a nova resposta da Samsung para a customização do Android, simplificando os menus e deixando tudo “limpo”, como se o sistema fosse voltado para usuários iniciantes (ou) amantes do minimalismo. É uma mudança drástica ao compararmos isso ao que já estamos acostumados dentro de outros aparelhos da fabricante, porém é uma tendência que já foi apresentada em alguns outros modelos através de atualizações. Usuários hardcore podem sentir que muitas opções ficaram “empacotadas” em menus distantes (dependendo da barra de buscas para achar configurações avançadas), porém só o tempo dirá se a One UI e sua “simplicidade” para o uso em geral foi um acerto ou não - é muito cedo para tirar conclusões definitivas.

Uma nota: o desbloqueio facial não é uma opção real com o A50, afinal meramente é utilizada uma “selfie” para isso; o desbloqueio mais seguro (e provavelmente um dos reais atrativos do modelo) é através da leitura de impressões digitais integrada sob a tela do A50. Mesmo com a tela desligada basta posicionar o dedo sobre o display para que o sensor destrave a tela.

Vale dizer que há um segundo de espera entre o contato do dedo, a leitura e o desbloqueio, mesmo experimentando métodos como apertar o dedo, mudar, tocar com suavidade, mudar novamente (e não aplicar força), depois trocar de posição, etc. Não é nada disso, trata-se da natureza dessa implementação da tecnologia no A50, lembrando bastante o que já vimos durante 2018 em outros aparelhos nesse início da tendência “digital na tela”.

DESEMPENHO

Quem busca um aparelho que não superaqueça em jogos e queira desempenho “decente”, sem engasgos ocasionais como um intermediário “mais baixo” pode entregar notará que o A50 dá conta do recado, pelo menos na geração atual de jogos (e tendo em mente que não há “sobra” nesse bom desempenho, logo mais o aparelho notará que os “novos” jogos que estão por vir podem ser um pouco pesados, pedindo para sair do modo “Ultra” para “Alto”). Hoje isso não é necessário ainda, porém demos o aviso para que ninguém pense que está levando um Galaxy S10 no bolso, certo?

Quem estiver em dúvida pode conferir nos Benchmarks (em números) onde o aparelho se encaixa.

DISPLAY

Como sempre: Super AMOLED produz cores vivas e precisas, mas cabe ao usuários acessar os ajustes de tela do A50 para escolher esse modo de funcionamento ou ajustar as cores de forma que atenda sua necessidade.

Ou seja: falar sobre “tela” no A50 é só enumerar vantagens, tanto pelo modo “always-on” quanto pelas imagens excelentes e vibrantes exibidas; pretos profundos para cenas escuras precisas alternados com forte brilho para vencer luzes fortes contra o display permitem que o A50 consiga lidar com qualquer ambiente e quantidade de luz.

SOM

Infelizmente as saídas de som de aparelhos “normais” não tem sido prioridade por parte das fabricantes, e isso também se aplica ao A50.

Existe apenas um alto-falante no aparelho voltado para multimídia (localizado na parte de baixo do A50), bastando cobrir o local para abafar totalmente suas músicas, porém acreditamos que isso não fará diferença (afinal o aparelho possui saída de 3.5mm para fones com fio).

Dissemos que “não fará diferença” qualquer sufocamento sonoro do aparelho pois imaginamos que você evitará ouvir música diretamente no alto-falante integrado, afinal o som é muito agudo, sem nenhuma reverberação adequada e com distorções em volumes mais altos, passando da qualidade “radinho horrível de pilha” para “caixa de sapatos cheia de baratas furiosas correndo dentro” em músicas com mais instrumentos e tons simultâneos.

ENERGIA

Para um aparelho compacto e leve, há muita bateria dentro do A50. Na combinação disso com seu processador temos bons resultados, especificando em números temos exatamente: 8% da bateria (por hora) em streaming contínuo; 21% da bateria (por hora) em descarga forçada de energia.

Lembramos que esses números são de nossos testes padronizados, repetidos diversas vezes.

Jogar é uma tarefa exigente, porém nada acima do esperado para qualquer aparelho à venda no mercado; praticamente qualquer outro uso do aparelho (mesmo que exigente) entregará muito tempo de tela, deixando claro que o usuário chega com energia ao final do dia no A50 sem preocupações de “usar menos” o aparelho.

FOTOGRAFIA

Cada telefone da Samsung entrega alguma combinação louca de câmeras, logo não é de se esperar um padrão quando vemos tantos sensores na traseira. No caso do A50, pense em fotos de alta definição (ou) fotos de ângulo aberto (você alterna entre os dois modos). Esse é o propósito do conjunto do A50. A terceira câmera auxilia as outras duas, logo quem usa (mesmo) ela é o celular, não você (pelo menos não diretamente).

Existe bastante diferença entre fotografar com os dois modos, sendo o “panorâmico” mais suscetível a ruídos e suavização mais fortes em cenas que não tenha luz forte; já o modo “normal” tende a fotografar com exposição mais “brilhante” para que boa parte das cenas aparente estar “clara”. Menos luz torna a foto menos interessante mesmo nessa segunda câmera, porém com um pouco menos de suavização visível.

Dentre tudo, o que mais sentimos falta na traseira foi de estabilização para as imagens. Já a câmera frontal produz fotos grandes em resolução e médias em detalhes, mantendo o aparelho num nível intermediário (bom) para fotografia em geral, nada mais.

VALE A PENA?

Apesar das mudanças negativas que a linha A recebeu no passado, o A50 não entrega um aparelho ruim. Seus pontos são todos intermediários (com destaque para a bateria acima da média e tela de excelente qualidade), logo quem busca um aparelho “melhor” mas não vê necessidade num topo de linha estará sim bem servido pelo A50. Se outros “A” de 2019 serão uma opção válida, fica por conta de cada aparelho ser avaliado individualmente. O A50 fazer sentido (sozinho) não indica que de fato a linha “A” está curada de sua crise de identidade (até porque a Samsung pode terminar lançando um “J” que sobrepõe o A50, quem sabe).

Hoje, temos uma boa opção (e ainda vale pontuar que, mesmo sem fazer as melhores fotos do mercado, inegavelmente temos versatilidade nesse aspecto do A50).

Resta ao usuário conferir se o preço cobrado pelo A50 no Brasil é compatível com um intermediário (logo vale a pena prestar atenção nas lojas e até mesmo esperar algum tempo caso os valores estejam fora do que vale um Smartphone intermediário).

É sério; se estiver fora do preço de um intermediário, não cogite o A50 (afinal não falamos de um topo de linha, logo pagar “por um” não é algo aceitável).

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