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Quantum GO2 [Análise / Review]

11:54 | 18 de Julho de 2017
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A Quantum cresceu, conseguiu atingir o público brasileiro com o Quantum GO e agora tem o seu espaço no mercado. Isso, é claro, levou a companhia a lançar novos modelos, atingindo também públicos mais variados.

Desta forma, mais de um ano depois, a empresa retorna com a segunda geração do seu smartphone de entrada, que agora já não é mais tão baratinho quanto antes, mas traz melhores especificações.

Confira agora a nossa análise do Quantum GO2.

Seguimos na simplicidade

A Quantum resolveu apostar na simplicidade e em um visual mais próprio. Isso porque o Quantum GO2 é extremamente parecido com o Quantum MUV Up, que chegou ao mercado alguns meses antes. Desta forma, temos um aparelho com lateral em metal com acabamento arredondado, pesando somente 124 gramas com 7.8 mm de espessura.

O legal é que a tampa traseira dele é removível, e já na caixa você tem duas opções: uma chamada MetalPrint, que lembra o acabamento metalizado do Quantum GO de primeira geração, e uma chamada Preto Asfalto, com textura que lembra uma lixa… exatamente como no MUV Up.

Mas, diferente da primeira geração, o Quantum GO2 agora tem um leitor biométrico que fica na traseira, abaixo da câmera, e que funciona mesmo com o celular bloqueado e não se importa tanto com a posição do dedo.

A entrada para a porta microUSB e fone de ouvido ficam no topo, e na parte inferior nós temos apenas o microfone do aparelho. Ah, e os botões de controle de volume e energia ficam na lateral direita, com uma boa distinção entre eles.

O legal do MUV Up é que, por ser um smartphone muito leve, ele não incomoda quando é carregado no bolso. Ele também não faz muito volume e é confortável de ser utilizado com apenas uma mão. Ah, e você também pode usar dois chips simultaneamente, é só retirar a tampa que os slots estarão lá, bonitinhos, só esperando.

Pois é, fica inegável que o Quantum GO2 quer, de fato, ser um dispositivo mais simples, mas sem deixar de lado os refinamentos. Mas não podemos deixar de citar também que as bordas do aparelho são bem grandinhas, e ele também não traz nenhuma certificação ou proteção contra água. Ok, este não é um ponto crítico, mas seria interessante termos algo próxima da solução adotada no Moto G5, por exemplo.

Display e multimídia

Seguindo a possível tradição, a Quantum aposta em um painel AMOLED de 5 polegadas HD, atingindo a marca de 316 ppi de densidade. Ele não vem com acabamento 2.5D que dá um visual bem elegante, e também não tem proteção Gorilla Glass. O que vem embarcado aqui é uma solução de vidro temperado, que segundo a marca é tão resistente quanto outras soluções presentes no mercado.

O legal de termos o AMOLED neste aparelho é que, desta forma, ele se diferencia um pouco de alguns concorrentes. Em termos de qualidade o que temos aqui é algo muito próximo do GO original, com um bom nível de contraste e reprodução de cores mais suaves, sem tanto exagero por parte do software.

Mas, se você ainda achar que dá para melhorar a qualidade, a tecnologia MiraVision ainda permite ajustes manuais em uma série de detalhes, e acrescenta também o modo de Contraste Dinâmico.

Agora, se ele tem um display bem bacana, o mesmo não podemos dizer da qualidade da saída de áudio. Os níveis de volume são baixos, sem empolgar em muita coisa e… bem, é o que você espera de um aparelho beeem de entrada, não de um de mil reais.

A solução encontrada para não abafar esta saída quando o celular está apoiado numa mesa é peculiar, com duas pequenas elevações ao lado do alto-falante. Isso, é claro, não funciona tão bem, pois o áudio ainda é abafado, mas com um pouco menos de intensidade.

Especificações

Novamente, a Quantum trouxe para o mercado um aparelho com especificações boas para a faixa de preço. Mas… ele tem o mesmo chipset do Quantum GO original, o MT6753, da MediaTek.

  • CPU octa-core ARM Cortex-A53 de 1,30 GHz;
  • GPU Mali-T720MP3;
  • 3 GB de RAM;
  • 32 GB de armazenamento;
  • Rádio FM;
  • WiFi 802.11b/g/n;
  • Bluetooth v4.1.

A segunda geração do Quantum GO tem a mesma quantidade de memória, deixando cerca de 26 GB livres para você baixar os filminhos da Netflix e assistir sem problemas. Se isso for pouco pra você, existe um slot dedicado para cartões microSD de até 128 GB nele.

Usabilidade e desempenho

A primeira mudança que vamos comentar aqui afeta diretamente os jogadores. A GPU utilizada pelo Quantum GO2 é menos potente que a do Quantum GO de 2015, e não tem suporte a API Vulkan, também. Isso quer dizer que, de fato, ele perde um pouco em desempenho com jogos, mas ganha em autonomia por ser menos exigente e por não consumir tanta energia.

É aquilo: você vai, sim, conseguir jogar um monte de coisa legal no seu aparelho, mas não se sinta frustrado se vez ou outra ele dar uma leve engasgadinha ou reduzir a taxa de FPS. Isso é normal, e com jogos mais pesados, recomendamos reduzir a qualidade gráfica e outros detalhes para melhorar a jogabilidade.

O que nós gostamos bastante é o fato dele manter os apps na multitarefa sem prejudicar o desempenho geral. Normalmente, se você abre um app pela manhã e vai usando o smartphone normalmente, no fim do dia, quando você quer abrir esse app de novo, ele fica lá, intacto, rodando em segundo plano.

Ah, e não vamos nos esquecer do fato dele já vir atualizado para o Android 7.0 Nougat. As modificações de interface da Quantum são realmente poucas, trazendo um número limitado de aplicativos pré-instalados. Tanto que não temos uma “Galeria”, de fato, com a empresa apostando firme no Google Fotos.

Câmeras

A câmera de 13 MP tem abertura f/2.0, flash LED único e pode filmar em Full HD com 30 fps. Ele ainda traz um modo para fotos panorâmicas e um HDR realmente duvidoso, que normalmente só aumenta o tempo de exposição a um ponto que deixa as imagens com poucos detalhes e cores distorcidas em sua composição.

Sendo assim, o recomendado é fazer as fotos sem o HDR. É sério. As fotos clicadas pelo Quantum GO2 são boas, com definição elevada o suficiente para brigar com os outros aparelhos do mercado. É claro, ele não faz nenhum milagre, porém as fotos tem contraste e detalhes em níveis satisfatórios para agradar os seus olhos.

Mas apesar de toda essa qualidade bacana em locais bem iluminados, notamos a forte presença do nosso amigo indesejado ruído, e principalmente durante à noite. Os cliques noturnos são, em suma, de qualidade mediana, porém ainda abaixo de alguns concorrentes, que trazem pós-processamento mais eficiente.

A câmera frontal também tem os mesmos 13 MP, com flash LED e HDR, mas com abertura f/2.2. Este é um grande salto em relação ao Quantum GO de primeira geração, que tem 5 MP para a câmera de selfies.

A consideração que fizemos ao HDR na câmera frontal funciona ao contrário aqui. Ele realmente ajuda nas suas selfies, dando mais definição e deixando as cores mais suavizadas, não dando lugar para distorções fortes e loucas.

Já o modo de embelezamento faz um trabalho bizarro. Muito bizarro, mesmo, mas talvez seja algum problema de configuração no software. Com exceção desse problema, as suas selfies terão qualidade bacana, sim.

Bateria e acessórios

A Quantum saiu dos 2.300 mAh para 2.500 mAh com o Quantum GO2, mas esse leve ganho não influencia tanto na autonomia dele. O GO2 foi feito para durar um dia em uso, com as suas redes sociais ativas e jogando alguns games durante o período.

Aqui nos nossos testes ele apresentou exatamente estes resultados, mas sem dar nenhuma folga para você chegar ao fim do dia com uma porcentagem mais razoável. Neste caso, se você é um usuário mediano, a autonomia dele será suficiente para aguentar esse dia inteiro de uso, que tanto falamos.

Mas, na prática, isso quer dizer que você poderá tirá-lo da tomada pela manhã, mas no fim do dia você precisará devolver a energia para o Quantum GO2. E isso, normalmente, leva um pouco mais de 2 horas para acontecer.

Em nosso teste de reprodução por conteúdo via streaming, conectado apenas ao Wi-Fi e com brilho máximo de tela, nós tivemos uma certa surpresa. A descarga média por hora com o Quantum GO2 foi de 20%, sendo este um resultado não muito empolgante para quem curte assistir muitos vídeos no caminho do trabalho ou faculdade.

Nós acreditamos, porém, que essa descarga mais acelerada seja culpa do software. A Quantum talvez lance correções e outras melhorias para a bateria no futuro, melhorando assim o desempenho dele enquanto reproduz conteúdo multimídia.

Vale a pena?

O GO2 é um bom smarpthone, não há como negar. A Quantum resolveu apostar numa identidade visual mais própria e adicionou especificações boas para competir com modelos de outras fabricantes. Se você está em busca de um aparelho na casa dos mil reais, saiba que essa também pode ser uma boa opção.

Mas nós ficamos presos num certo dilema. A Quantum vende ele por R$ 999… assim como o Quantum YOU, o MUV Up e o FLY, considerando em alguns deles o pagamento à vista. Fica difícil optar pelo modelo de entrada quanto o mais parrudo da atualidade, mesmo que tenha sido lançado anteriormente, é comercializado pelo mesmo preço.

O Quantum GO2 representa, sim, uma certa evolução em relação ao GO original. Apesar das melhorias não tão expressivas, ele consegue ser um concorrente igualitário para alguns modelos da Samsung, Motorola e Sony, como já citamos por aqui.

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