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iPhone 2G: analisamos o primeiro modelo do iPhone!

06:19 | 29 de Junho de 2017

10 ANOS. DEZ ANOS! O iPhone faz hoje dez anos de vida no mercado. Na verdade ele foi anunciado em janeiro, mas só em junho de 2007 chegou na operadora AT&T e para qualquer um comprar. Hoje o iPhone de primeira geração é bizarro, estranho, mas lá no começo ele era bastante promissor.

Pequeno, fraco e revolucionário

.Lá em 2007, smartphone bom era BlackBerry, Nokia com o então poderoso Symbian. Grandes, pesados e com botões para todos os lados. Até a Microsoft andava bem, com o Windows Mobile. O que deixa claro que a Apple não inventou o celular inteligente. Ela apenas refinou e trouxe um sistema operacional mais amigável - muito mais do que o Symbian já era.

Isso é o iPhone. Mesmo em 2007 o aparelho não mostrava que era um monstro em hardware e já era caro. Com tela de 3,5 polegadas, que não era nada mal e nada pequena para os padrões da época, e resolução de 320 x 480 pixels, o que chamava atenção de todo mundo era a interação com ela.

Pela primeira vez um display reconhecia com muita precisão não um, mas mais dedos em um celular. Era possível dar zoom em uma foto sem tocar em ícones de mais ou menos. Bastava expandir dois pontos da imagem com dois dedos. Ou contrair, se você quer distanciar do que aproximou. Fantástico. O mundo começava a caminhar de telas resistivas, que sentiam o toque com base na pressão, para telas capacitivas. De vidro, mais resistentes e com um visual mais moderno.

O primeiro iPhone também perdia para praticamente qualquer concorrente quando o assunto era comunicação. Ele estava equipado apenas com antena quad-band para 2G, sem qualquer possibilidade de 3G. O Bluetooth estava presente na versão 2.0, mas fechado para alguns fones de ouvido. Nada além disso.

Especificações

Por dentr

o a Apple escolheu um processador feito inteiramente pela Samsung, com 412 MHz em um núcleo. Opções entre 8 e 16 GB. O que, para a época, era o suficiente para rodar os jogos simples que estavam no mercado, que usavam e abusavam do acelerômetro que vem embarcado.- Samsung ARM 11

  • 412 MHz
  • GPU PowerVR MBX
  • 8 ou 16 GB de memória

O iOS, que nasceu chamado de iPhone OS, trabalhava com uma interface cheia de ícones grandes, com animações para toda interação e com texturas que lembram objetos do mundo de verdade. Ele foi até a versão 3.1.3 e, se você pretende utilizar o smartphone hoje, é bom desistir.

Quase que 99% de tudo que existe na App Store pode ser buscado, mas não instalado. Os apps foram atualizados com o tempo e pouca coisa ainda roda por aqui. E, procurar é tedioso. Passa de um minuto de espera entre escrever o texto e o resultado aparecer.

Se você focar o uso em previsão do tempo, calculadora, lista de contatos e tirar algumas fotos, pode ser que o iPhone seja seu amigo. Ah, mesmo sem poder instalar Facebook ou Instagram, dá pra acessar estes serviços em suas versões web.

Tentamos abrir alguns bem famosos como Facebook e Instagram. O primeiro abriu, mas não carregou o feed da linha do tempo. As notificações aparecem, mas nenhuma publicação abre. O Instagram, simplesmente, não carrega. Depois de muito tempo esperando o Safari terminar de carregar, desistimos.

Câmera (ou quase isso)

O iPhone nasceu em uma época em que câmeras estavam também nascendo em smartphones. Elas eram de baixa qualidade e a realidade no iPhone é basicamente essa: uma câmera de baixa resolução e que gera imagens ruins. Mesmo para a época, o N95 da Nokia era muitas vezes superior ao iPhone em qualidade de imagem e funções da câmera.

Funções, já que no começo o iPhone sequer gravava vídeos. Ele faz imagens de 2 megapixels em uma lente de foco fixo. As cores se perdem, mesclam com outras mesmo em ambientes bem iluminados. O foco até de objetos distantes fica perdido, enquanto que fotos noturnas são ainda piores. O software não ajuda e a abertura de f/2.8 também não. O granulado fica visível com facilidade.

Mesmo com uma câmera muitas vezes inferior aos concorrentes, a praticidade do smartphone da Apple mostrou que a interface com poucos recursos poderia ser mais interessante. Mais simples de usar e de aprender a usar. Isso deu certo, mesmo sem uma câmera frontal que já existia em outros modelos.

Mesmo assim, deu certo

É inegável que o iPhone deu certo. Ele começou como um smartphone de baixa qualidade, com hardware inferior aos concorrentes, recursos menores e até sem App Store, que surgiu só meses depois de seu lançamento. Mesmo assim, com tanto fator limitante, ele vingou e deu certo. Hoje é um dos smartphones mais desejados do mercado.

Ele redefiniu até mesmo a linha de design do Android, que tinha teclado físico como uma constante nos modelos e que foi abandonado. A tela do iPhone mudou isso em todos os celulares depois dele. Matou a caneta stylus e mostrou que a frente do aparelho precisa de tela.

Seja você um fanboy, ou não, não dá pra negar a importância do iPhone. Dez anos depois e temos um visual semelhante ao do primeiro modelo em todo o mercado, até mesmo na Apple com seus iPhones mais recentes.