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Dell Inspiron 15 Gaming: o notebook gamer com preço interessante

08:40 | Por Redação | 03 de Janeiro de 2018

A Alienware é uma marca bastante famosa para gamers, uma divisão da Dell para este mundo. Mesmo assim a Dell decidiu que também quer seu próprio espaço ao sol, com o Inspiron 15 Gaming. Que tem uma cara menos... gamer, mas que garante jogatina pesada com certa folga.

Cara gamer, mas nem tanto

Tudo que é gamer precisa ser vermelho, com preto e piscar em cores frenéticas. Não é o caso do Inspiron 15 Gaming. Muito provavelmente pra não confundir com os produtos da Alienware, a Dell deixou um visual muito mais sóbrio por aqui. Todo o acabamento é feito em plástico fosco e áspero, ainda mais áspero, num toque emborrachado, na tampa do notebook e também nas laterais.

Ajudando no olhar mais limpo, as bordas são levemente arredondadas, com ângulo mais reto atrás e na parte da frente. Ali, justamente na frente, é que ficam os falantes. Escondidos, dentro de um visual que, agora sim, começa a lembrar que isso é gamer. Ele está atrás de uma grelha de triângulos e com a cor vermelha fechando o pacote. A posição da saída de áudio é bastante inteligente, pois os braços não atrapalham na reprodução de qualquer som. Ainda em áudio, há um subwoofer na parte inferior, que dá mais potência para qualquer música, jogo, filme que utilize os falantes deste computador.

O vermelho está também na luz que ilumina o teclado, que vem com letras desenhadas de forma mais quadrada e com destaque para o W, A, S e D.

E, se você já jogou qualquer jogo de primeira pessoa em computador, já entendeu o motivo.

Há também mais vermelho atrás, onde a Dell reservou espaço para a saída de vento quente que vem lá de dentro do computador. Uma ideia que elimina o problema de aquecimento de todo o sistema e ainda brinca com o design. Como ambos os lados compartilham a cor vermelha, o visual agradece e fica bastante robusto. O logo da Dell também é vermelho e fecha a parte “eu sou gamer”, deste Inspiron.

A saída de ar para trás ajuda também no conforto, já que todo o calor fica concentrado no local mais distante possível dos dedos de quem joga. Para ter uma ideia desta diferença, durante um jogo pesado, a parte externa do Inspiron chega até 50 graus com facilidade, baixando para algo perto de 33 graus nas teclas W, A, S e D.

Colocando números, o notebook gamer da Dell é pesado e grosso. Fica com 2,6 quilos no total, junto de 2,5 centímetros de altura. É muito, mas ajuda tanto na dissipação de calor, como em um visual muito mais robusto do que este outro Dell, que é bem mais fino.

Além de melhorar a saída do calor, a bateria também aproveita este espaço extra e tem 74 watts hora. Traduzindo para o português, se você colocar no modo de economia de energia do Windows 10 que acompanha o produto, deixar apenas um navegador com algumas abas e mais dois programas mais leves abertos, fica fácil chegar em 9 horas, ou mais, longe da tomada.

Ficou pesado e grande? Ficou, mas ter bateria maior do que qualquer concorrente e maior facilidade na hora de expulsar o calor faz todo sentido do mundo. Vale a pena.

Por dentro, gamer de peso (leve)

Se por fora a Dell economizou na agressividade de um produto gamer, do lado de dentro tudo está como precisa ser para ter o melhor desempenho possível...para o preço deste notebook. Ele vem com um processador Intel Core i5 ou i7 de sétima geração, com a versão i7 7700HQ e que é muito próximo da versão de desktop, que não precisa se preocupar com consumo de energia.

É esta versão que temos aqui. Que vem com 16 GB de memória RAM DDR4 e 1 TB de HDD, junto de mais 256 GB em SSD. Há opções mais em conta, que seguem com 8 GB de memória RAM e sem SSD. Além disso, a versão mais potente tem uma GeForce GTX 1050 Ti, mas que pode ser uma 1050 normal na versão mais simples.

Levando isso para os jogos, conseguimos resultados promissores. Começando por títulos mais leves, testamos alguns de eSports como LoL e Heroes of the Storm, que rodaram com tudo no máximo, na resolução nativa do monitor, que é Full HD e mantendo taxas acima de 90 quadros por segundo. Com facilidade. Em imensa parte do tempo o marcador fica pra cima de 100 fps, mesmo com muita ação na tela.

Passando pra cima, Overwatch foi testado com ajustes para o Epic, que é a melhor qualidade das configurações. O resultado ficou entre 65 e 70 quadros por segundo também em momentos mais intensos, em Full HD.

Um passo acima e colocamos Metro 2033 Last Light e Assassin’s Creed Origins. Ambos rodaram com os gráficos um passo abaixo do máximo, em Full HD e registrando médias que vão de 35 até 45 fps. Só o Assassin’s Creed ficou abaixo de 30 fps, mas sempre pra cima de 25 fps. Isso aconteceu durante as cutscenes.

Também nos dois, se você baixar a qualidade, pro médio, o fps aumenta consideravelmente. Por fim, durante a jogatina e com o fps mais baixo, ou seja, a GPU trabalhando mais, o ruído do cooler não foi tão alto assim

Se você joga sem fones, dá pra escutar com facilidade. Se joga com fones, vai sentir apenas que o teclado está mais quente, mas o barulho do sistema de ventilação não chega a ser notado.

Tela é boa e ruim ao mesmo tempo

Quando você não joga em um monitor externo, fica com a tela que vem no próprio notebook.

Ela é boa, com 15.6 polegadas em Full HD e a Dell diz que trabalha com tecnologia IPS. Bem...não é bem isso que notei por aqui.

Para uma tela que diz ser IPS, os ângulos de visão são bem limitados. É só modificar a posição da tela e as cores se perdem. A aberração cromática fica muito mais visível do que alguns concorrentes que já passaram pelo Canaltech, como o Odyssey da Samsung.

O lado positivo desta tela é que ela utiliza acabamento fosco em plástico. No seu cotidiano isso significa que reflexos são quebrados e você consegue utilizar a tela em mais ambientes. Sem problemas de visualização.

Fácil upgrade

Se você comprou a versão sem SSD pra economizar na hora da compra, ou quer tirar por completo o HDD e colocar apenas disco sólido, basta tirar um único parafuso da tampa inferior e pronto.

Dá até pra trocar a memória RAM ou então colocar um SSD M.2.

E, sinceramente, o ganho de desempenho ao sair de um HDD e ir para um SSD é imenso. Vale cade centavo do upgrade. Mesmo o pior SSD é melhor do que o melhor HDD.

Vale a pena?

O Inspiron 15 Gaming da Dell tem preço inicial em R$ 4,7 mil e nele você leva um Core i5, com 8 GB de RAM, GTX 1050 e nada de SSD. A máquina que testamos é a mais potente, custando, no momento da gravação deste vídeo, R$ 6.558 e vem com um Core i7, 16 GB de memória RAM, GTX 1050Ti e 256 GB de SSD junto do HDD. O ganho de desempenho é bastante visível por conta da GPU mais forte, que dá fôlego extra em qualquer aplicação.

Até pensei em pegar uma opção sem SSD e colocar mais depois, só que um M.2 de qualidade custa mais do que o que economizei ao tirar o disco sólido das configurações de compra. Além de ser obrigado a comprar mais 8 GB de RAM. Sendo assim, se você puder pagar mais e levar exatamente este computador que testamos, terá a certeza de rodar jogos com facilidade por uns dois ou três anos.

Vale o investimento extra, já que a bateria deste modelo é maior e dá autonomia bem mais confortável do que qualquer outro concorrente.