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Review Renault Boreal: descobrimos os segredos do Carro do Ano

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Paulo Amaral/Canaltech
Paulo Amaral/Canaltech

O Renault Boreal foi um dos principais lançamentos do mercado automotivo no Brasil em 2025 e, não à toa, acabou fechando a temporada com o título de “Carro do Ano” em eleição promovida pelos amigos do Autoesporte.

A reportagem do CT Auto foi convidada a passar um mês de posse do SUV da marca francesa e, durante esse período, tentar descobrir quais fatores levaram o Boreal a ser coroado como o melhor do Brasil no ano passado.

Em nossos testes, colocamos o SUV da Renault à prova tanto para o uso cotidiano quanto para viagens que, embora curtas, foram suficientes para dar uma pequena amostra do porquê o título de carro do ano foi parar em suas mãos.

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Confira a seguir o review completo sobre o Renault Boreal, seus pontos positivos e negativos segundo avaliação do CT Auto.

Prós

  • Design
  • Tecnologia embarcada
  • Desempenho
  • Conectividade

Contras

  • Refrigeração da cabine

Renault Boreal é “Android sobre rodas”

O ponto alto do Renault Boreal é a tecnologia. O SUV da marca francesa é tão completo que, em certos momentos, você até se confunde se está dirigindo um carro ou um smartphone Android sobre rodas.

Isso acontece porque o Renault Boreal tem o Google Automotive Services (GAS) embarcado. E o que isso significa? Na prática, ele tem a praticidade de oferecer os principais aplicativos do ecossistema Google sem a necessidade de ter um celular pareado. Essa, aliás, é a principal diferença em relação ao Android Auto.

O Renault Boreal tem uma antena própria de dados móveis e oferece um limite de até 10GB de dados por mês. O GAS embarcado no SUV francês trabalha com três pilares principais: Google Maps, Play Store e Google Assistente.

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O “pulo do gato” é que alguns apps funcionam tanto na central multimídia openR link quanto no painel de instrumentos, ambos de 10’’. Além disso, ter a Play Store à disposição torna possível a utilização de serviços de streaming, como Amazon Prime Video, HBO Max e Spotify, e até de mensagens, como o WhatsApp.

O pacote tecnológico do Renault Boreal ainda inclui carregador de smartphone sem fio, console central refrigerado, iluminação ambiente, freio de mão eletrônico, manopla de câmbio igual estilo joystick e volante multifuncional. O sistema de som tem 10 alto-falantes e é assinado pela Harman Kardon.

Ainda no campo da conectividade, uma das boas surpresas do SUV francês é o aplicativo My Renault. Por meio dele, o proprietário consegue localizar o veículo à distância com exatidão, receber alertas se o alarme disparar e até solicitar o rastreamento do carro em caso de furto ou roubo.

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Pacote tecnológico do Renault Boreal é o grande diferencial do SUV francês frente à concorrência.

Paulo Amaral

Como anda o Renault Boreal: desempenho e consumo

Diante de tanta tecnologia, você pode estar se perguntando: “E o comportamento dinâmico do carro? Como anda o Renault Boreal?”. Após passar um mês de posse do SUV francês, a reportagem do CT Auto conseguiu detectar os principais pontos positivos e negativos sobre esses aspectos.

Vamos começar pelas coisas boas. O Boreal, embora não seja um carro leve (1.438 kg), não decepciona na tocada. O bom motor 1.3 turbo TCe entrega 163 cv de potência, com 27,5 kgf/m de torque, suficientes para empurrar o SUV de 4,56 metros de comprimento, 1,84 m de largura, 1,65 m de altura e 2,70 m de entre-eixos sem qualquer dificuldade.

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A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em bons 9,5 segundos, e as retomadas de 80 a 120 km/h levam apenas 6,2 segundos. Boa parte desse desempenho se dá também ao câmbio automático EDC (Efficient Dual Clutch) de 6 velocidades, que é bem responsivo.

O Boreal se mostrou um carro bem ajustado para uso urbano, com um trabalho de suspensão bastante eficiente, mesmo em ruas não tão bem pavimentadas. Em rodovias, o comportamento dinâmico também foi excelente, com pouca rolagem de carroceria e sensação contínua de um carro “sempre à mão”.

E o consumo? Os números oficiais do Inmetro apontam que o SUV roda entre 7,8 km/l e 11,2 km/l na cidade (etanol e gasolina), variando entre 9,4 km/l e 13,6 km/l na estrada, também com etanol e gasolina, respectivamente. Em nossos testes, realizados em ciclo misto, o gasto ficou em torno de 8,8 km/l., sempre com gasolina no tanque.

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Refrigeração: ponto de atenção

O único ponto de atenção que pesou negativamente na avaliação do Renault Boreal durante o mês que passou em testes com o CT Auto foi relacionado ao sistema de refrigeração do SUV.

A cabine conta com ótimo acabamento, os bancos são confortáveis para o motorista e o passageiro e contam ainda com o sistema que permite massagear as costas, mimo bem interessante para quem passa o dia todo no trânsito.

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Em relação à refrigeração, porém, fica o alerta: o sistema, que é dual zone, demora demais para reduzir a temperatura. Além disso, as saídas de ar parecem não dar conta de toda a cabine, algo que se tornou incômodo nos dias mais quentes.

De modo geral, porém, a impressão que ficou é que bastam pequenos ajustes para que a experiência a bordo do Renault Boreal seja, enfim, praticamente irretocável.

Boreal é bonito, tecnológico e anda bem, mas eficiência do ar-condicionado decepcionou.

Paulo Amaral
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Vale a pena comprar o Renault Boreal?

O Renault Boreal custa a partir de R$ 179.990,00 na versão Evolution, com os preços chegando a R$ 214.990,00 na Iconic, que foi a emprestada ao CT Auto para a confecção desse review. Há ainda a intermediária, Techno, que custa a partir de R$ 199.990,00 e oferece um pacote de acessórios um pouco menos completo.

Após passar um mês com o SUV e compará-lo a alguns de seus principais concorrentes, em especial o Jeep Compass, cujo portfólio começa em R$ 169.990,00 e chega a R$ 279.990,00, a conclusão é bem objetiva.

O Boreal tem, sim, atributos para se posicionar bem diante de concorrentes mais consolidados no mercado, pois oferece bom desempenho e mais tecnologia por um preço menor

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O grande desafio para a marca francesa é convencer quem está disposto a migrar para o mundo eletrificado a apostar em um carro flex ao invés de investir pouco mais de R$ 200 mil em SUVs com motorização híbrida ou 100% elétrica, como no caso dos oferecidos por marcas chinesas, em especial GWM (Haval H6), BYD (Família Song) e O&J (Jaecoo 7).

*A unidade do Renault Boreal testada pelo CT Auto foi gentilmente cedida ao Canaltech pela Renault do Brasil.