Microsoft classifica CCleaner como “aplicativo potencialmente indesejado”

Por Rubens Eishima | 31 de Julho de 2020 às 07h00

A Microsoft incluiu o popular utilitário CCleaner em sua lista de aplicativos potencialmente indesejados. A classificação pode bloquear a instalação do limpador de disco e registro em computadores com o antivírus Microsoft Defender, o padrão no Windows 10. O motivo apresentado foi de que o arquivo de instalação da ferramenta geralmente inclui outros programas no computador.

O software da empresa Piriform, adquirida pela Avast, pode oferecer a instalação do Google Chrome, Google Toolbar, Avast Antivírus ou AVG Antivírus. A Microsoft reconhece que é possível recusar os programas adicionais, mas destaca que alguns usuários acabam não encontrando a opção.

A classificação do Microsoft Defender descreve apenas problemas com o instalador do CCleaner e não com o programa propriamente dito. A página que lista o utilitário como “indesejado” destaca que os antivírus instalados com o programa desativam as proteções existentes — ou seja, o próprio Microsoft Defender.

Em mensagem enviada ao Canaltech, a Avast, dona do aplicativo, se posicionou a respeito da classificação no antivírus:

"Estamos em processo de parceria com a Microsoft para entender as razões do CCleaner ter sido recentemente detectado como aplicativo potencialmente indesejado (PUA). Supomos que a questão parece estar relacionada ao agrupamento e acreditamos ter resolvido isso, para que o nosso produto não seja mais sinalizado."

Ao testar a instalação do aplicativo após o comunicado da empresa, a opção para configurar outros programas não foi oferecida nem encontramos indícios de que os aplicativos citados tenham sido instalados.

Em 2017, o CCleaner teve um grave problema de segurança revelado. Uma falha permitiu que hackers injetassem apps para controle remoto das máquinas, o que poderia ter afetado até 2,2 milhões de usuários na época.

Potencialmente indesejado?

Entre os critérios adotados pela Microsoft para barrar a instalação de um programa estão não informar o que acontece no computador, em especial as ações a seguir:

  • Instalar, reinstalar ou remover software sem a sua permissão, interação ou consentimento.
  • Instale outro software sem uma indicação clara de sua relação com o software principal.

Além disso, os recursos de limpeza do registro do Windows já foram enquadrados anteriormente dentro do critério que proíbe "fazer declarações enganosas ou imprecisas sobre arquivos, entradas do registro ou outros itens em seu dispositivo".

A Microsoft informa que seu antivírus pode bloquear a instalação de programas com a classificação, mas informa que eles não são considerados malware.

Texto atualizado às 11h do dia 31 de julho para incluir o posicionamento da Avast/Ccleaner.

Fonte: Microsoft  

Gostou dessa matéria?

Inscreva seu email no Canaltech para receber atualizações diárias com as últimas notícias do mundo da tecnologia.