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TV 3.0 na prática: teste feito por emissora brasileira mostra interatividade

Por  • Editado por Léo Müller |  • 

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

Um vídeo publicado pelo perfil @linkouAqui demonstrou como deve ser o funcionamento da TV 3.0 no Brasil. O conteúdo apresenta um teste de transmissão realizado pela emissora Record com as novidades do padrão tecnológico atualizado.

Além de exibir a programação ao vivo, o vídeo mostra um menu lateral com configurações de áudio, imagem e legenda. O sistema ainda inclui opções de interatividade associadas ao canal, em temas como esportes, jornalismo, entretenimento, séries e novelas.

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Na seção específica de esportes, o usuário pode acessar a tabela do Campeonato Brasileiro e vídeos com os melhores momentos de partidas recentes. A interface permite ainda visualizar multicâmeras ao vivo, enquetes, chat e uma loja virtual.

O vídeo ainda reforça o novo padrão de exibição e seleção de canais, que funciona de forma semelhante aos aplicativos de smartphone. Este modelo deve substituir a tradicional escolha de emissoras por meio de números no controle remoto.

Até o momento, não foi divulgada uma data específica para o lançamento oficial do sinal da TV Record no padrão 3.0. A tecnologia deve ser introduzida no Brasil antes do início da Copa do Mundo, prevista para o mês de junho.

No entanto, a disponibilidade inicial do serviço será limitada às cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, e a expansão da tecnologia para outras regiões deve ocorrer de forma gradual ao longo dos meses seguintes.

O que é a TV 3.0

A TV 3.0 é um novo padrão que visa aliar recursos do sinal aberto com aplicações de conectividade. Contudo, o acesso à internet não será obrigatório para assistir à programação televisiva.

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O sistema utiliza conectividade híbrida, em que o volume principal de dados é transmitido via antena. Caso o sinal apresente falhas, a conexão de internet assume a transmissão para evitar interrupções.

O serviço permanecerá aberto e gratuito para o público, sem pagamento de assinaturas para a utilização das funções básicas da plataforma.

Algumas mudanças para o novo padrão incluem resolução nativa 4K, com suporte futuro previsto para a tecnologia 8K. O formato oferece quatro vezes mais detalhes do que o Full HD utilizado atualmente.

Já a tecnologia HDR (Alto Alcance Dinâmico) será implementada para entregar maior realismo visual, com brilhos mais intensos e melhor visibilidade de detalhes em áreas escuras da imagem.

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O áudio passará a ser imersivo em 3D, com som proveniente de todas as direções e a função "DTV+ Áudio", que permitirá a personalização do som. Isso possibilita, por exemplo, aumentar o áudio da torcida e silenciar o narrador em transmissões esportivas.

A TV 3.0 também terá publicidade do tipo "clicável", com integração direta ao e-commerce e compra de produtos exibidos em propagandas ou novelas diretamente pelo controle remoto.

O sistema contará com alertas de emergência regionalizados enviados pelo governo em casos de catástrofes, inclusive com o recurso de ligar a televisão automaticamente para exibir os avisos.

Haverá também integração com serviços públicos governamentais, por meio da plataforma Gov.BR.

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TV 3.0 exigirá conversor

Os aparelhos de televisão atuais não possuem compatibilidade com a TV 3.0. Por isso, será necessário comprar uma nova TV ou um conversor externo. 

A transição entre as tecnologias ocorrerá de forma suave para os telespectadores, e mesmo quem não realizar o investimento imediato em novos aparelhos permanecerá com o sinal de transmissão atual.

A TV digital vigente e a TV 3.0 devem conviver simultaneamente no mercado por muitos anos, já que a migração será gradual: a estimativa é que a transição completa leve até 15 anos.