TV 3.0 na prática: teste feito por emissora brasileira mostra interatividade
Por Vinícius Moschen • Editado por Léo Müller | •

Um vídeo publicado pelo perfil @linkouAqui demonstrou como deve ser o funcionamento da TV 3.0 no Brasil. O conteúdo apresenta um teste de transmissão realizado pela emissora Record com as novidades do padrão tecnológico atualizado.
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Além de exibir a programação ao vivo, o vídeo mostra um menu lateral com configurações de áudio, imagem e legenda. O sistema ainda inclui opções de interatividade associadas ao canal, em temas como esportes, jornalismo, entretenimento, séries e novelas.
Na seção específica de esportes, o usuário pode acessar a tabela do Campeonato Brasileiro e vídeos com os melhores momentos de partidas recentes. A interface permite ainda visualizar multicâmeras ao vivo, enquetes, chat e uma loja virtual.
O vídeo ainda reforça o novo padrão de exibição e seleção de canais, que funciona de forma semelhante aos aplicativos de smartphone. Este modelo deve substituir a tradicional escolha de emissoras por meio de números no controle remoto.
Até o momento, não foi divulgada uma data específica para o lançamento oficial do sinal da TV Record no padrão 3.0. A tecnologia deve ser introduzida no Brasil antes do início da Copa do Mundo, prevista para o mês de junho.
No entanto, a disponibilidade inicial do serviço será limitada às cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, e a expansão da tecnologia para outras regiões deve ocorrer de forma gradual ao longo dos meses seguintes.
O que é a TV 3.0
A TV 3.0 é um novo padrão que visa aliar recursos do sinal aberto com aplicações de conectividade. Contudo, o acesso à internet não será obrigatório para assistir à programação televisiva.
O sistema utiliza conectividade híbrida, em que o volume principal de dados é transmitido via antena. Caso o sinal apresente falhas, a conexão de internet assume a transmissão para evitar interrupções.
O serviço permanecerá aberto e gratuito para o público, sem pagamento de assinaturas para a utilização das funções básicas da plataforma.
Algumas mudanças para o novo padrão incluem resolução nativa 4K, com suporte futuro previsto para a tecnologia 8K. O formato oferece quatro vezes mais detalhes do que o Full HD utilizado atualmente.
Já a tecnologia HDR (Alto Alcance Dinâmico) será implementada para entregar maior realismo visual, com brilhos mais intensos e melhor visibilidade de detalhes em áreas escuras da imagem.
O áudio passará a ser imersivo em 3D, com som proveniente de todas as direções e a função "DTV+ Áudio", que permitirá a personalização do som. Isso possibilita, por exemplo, aumentar o áudio da torcida e silenciar o narrador em transmissões esportivas.
A TV 3.0 também terá publicidade do tipo "clicável", com integração direta ao e-commerce e compra de produtos exibidos em propagandas ou novelas diretamente pelo controle remoto.
O sistema contará com alertas de emergência regionalizados enviados pelo governo em casos de catástrofes, inclusive com o recurso de ligar a televisão automaticamente para exibir os avisos.
Haverá também integração com serviços públicos governamentais, por meio da plataforma Gov.BR.
TV 3.0 exigirá conversor
Os aparelhos de televisão atuais não possuem compatibilidade com a TV 3.0. Por isso, será necessário comprar uma nova TV ou um conversor externo.
A transição entre as tecnologias ocorrerá de forma suave para os telespectadores, e mesmo quem não realizar o investimento imediato em novos aparelhos permanecerá com o sinal de transmissão atual.
A TV digital vigente e a TV 3.0 devem conviver simultaneamente no mercado por muitos anos, já que a migração será gradual: a estimativa é que a transição completa leve até 15 anos.