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TV 3.0 está um passo mais perto da realidade no Brasil; entenda

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a submissão de uma proposta de atualização do Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição de Faixas de Frequência no Brasil (PDFF) à consulta pública. Na prática, isso representa um passo em direção à implementação de bases técnicas da TV 3.0, novo padrão que deve ser implementado no país em um futuro próximo. 

A proposta prevê a destinação da subfaixa de 250 MHz a 322 MHz (também citada como faixa dos 300 MHz) para os serviços de radiodifusão de sons e imagens.

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A atualização do PDFF também contempla a destinação da faixa de 468 MHz a 470 MHz para o Serviço Limitado Móvel Aeronáutico, voltado ao uso militar e defesa nacional. Já a Banda W, entre 92 GHz e 114,25 GHz, será atribuída ao Serviço Fixo por Satélite em caráter secundário para incentivar a inovação.

O novo arranjo busca assegurar eficiência técnica e previsibilidade regulatória ao setor, o que garante a segurança jurídica e a continuidade dos serviços atuais durante o período de transição.

A agência também apontou que a transparência do plano será ampliada com a substituição de termos genéricos por listas específicas de serviços autorizados. O processo de atualização terá duração de 45 dias.

O que é a TV 3.0

Como já apontado em notícias anteriores, a TV 3.0 é caracterizada pela convergência entre a transmissão aberta tradicional (broadcast) e a internet (broadband). A tecnologia é considerada a maior evolução do setor desde o processo de digitalização.

O sistema oferecerá suporte para imagens em ultra-alta definição, nos padrões 4K e 8K, além de ser compatível com tecnologias de áudio imersivo. 

Já a interface de navegação será baseada em aplicativos das emissoras, em vez dos tradicionais números de canais. A tela inicial dos televisores passará a exibir um catálogo com as opções de emissoras abertas disponíveis, de forma semelhante ao que é visto em serviços de streaming. 

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No entanto, as transmissões permanecerão disponíveis sem a necessidade de conexão com a internet. 

Para aparelhos que estejam conectados, funções extras estarão disponíveis. Elas incluem a interatividade e personalização, como a realização de votações em tempo real e compras diretamente pelo televisor, além da possibilidade de escolher câmeras específicas e opções de áudio em transmissões esportivas.

A tecnologia ainda prevê a integração com serviços públicos, como o Gov.BR, e o recebimento de alertas de emergência e desastres via antena. 

O modelo de negócio da TV 3.0 também possibilitará a oferta de conteúdos sob demanda, e novas modalidades de publicidade interativa para o mercado.

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Tecnologia de TV chega em breve

A expectativa do governo federal é que o sinal da TV 3.0 entre em operação em junho de 2026, a tempo da Copa do Mundo de futebol — evento com grande apelo televisivo.

A migração ocorrerá de forma gradual, iniciando pelas capitais brasileiras. Estima-se que o processo de cobertura de todo o território nacional possa levar até 15 anos.

O serviço de televisão permanecerá aberto e gratuito para a população, ainda que a TV 3.0 exija a compra de receptores específicos em TVs atuais. No futuro, novos televisores sairão de fábrica com a tecnologia integrada para recepção do sinal.

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