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Starlink sem antena direto no celular: o que muda na prática?

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

A decisão da Anatel de abrir caminho para serviços de comunicação direta entre satélites e celulares representa um dos maiores avanços recentes nas telecomunicações brasileiras. 

A medida permite a utilização de frequências voltadas à tecnologia Direct-to-Device (D2D), criando as bases regulatórias para que empresas como a Starlink possam oferecer cobertura diretamente para smartphones compatíveis, sem a necessidade de antenas parabólicas instaladas.

Muitos podem pensar que isso significa que qualquer pessoa poderá abandonar as operadoras tradicionais, mas a resposta é mais complexa. Confira abaixo o que realmente muda:

O que a Anatel aprovou?

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A agência não autorizou imediatamente um serviço comercial, como a Starlink, mas atualizou a regulamentação para permitir o uso de faixas de radiofrequência destinadas à comunicação direta entre satélites e dispositivos móveis.

Essa mudança abre caminho para pedidos de operação de tecnologias como o Starlink Direct to Cell.

O celular vai se conectar direto ao satélite?

Sim. A proposta é que smartphones compatíveis utilizem sua própria antena 4G LTE para se comunicar diretamente com satélites de baixa órbita, sem necessidade de instalar a tradicional antena residencial da Starlink.

Os satélites funcionam como verdadeiras torres de celular no espaço.

Vou poder cancelar meu plano de celular?

Ainda não. Pelo menos no início, a tecnologia deve funcionar como uma cobertura complementar, entrando em ação quando não houver sinal das redes móveis terrestres.

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O serviço continuará dependendo de acordos entre a Starlink e operadoras brasileiras, além das autorizações regulatórias necessárias.

A internet será igual ao 5G?

Não, as primeiras gerações da tecnologia priorizam conectividade básica. Em muitos mercados, o foco inicial é permitir envio e recebimento de mensagens, localização e chamadas de emergência.

O suporte para dados móveis mais rápidos deve chegar de forma gradual conforme a capacidade da rede evoluir.

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Quais frequências entram nessa mudança?

A Anatel passou a permitir a destinação de faixas específicas para comunicações via satélite, incluindo bandas utilizadas em enlaces de subida e descida entre satélites e estações terrestres, criando o ambiente regulatório necessário para operações Direct-to-Device. 

Entre elas estão faixas como 12,7–13,25 GHz, 13,75–14 GHz, 14,5–14,8 GHz, 17,7–20,2 GHz, 29,1–29,5 GHz e outras previstas na consulta pública sobre a expansão da Starlink no Brasil

Essas frequências são diferentes das bandas de 4G e 5G usadas pelos celulares; o smartphone continua utilizando seu modem LTE, enquanto os satélites operam em espectros próprios autorizados pela agência.

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Todos os celulares serão compatíveis?

Não, apenas aparelhos que possuam suporte à tecnologia Direct to Cell poderão utilizar o serviço. Diversos modelos recentes já foram preparados pelos fabricantes para essa função, mas celulares antigos ficarão de fora.

Quem mais deve se beneficiar?

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Os maiores beneficiados serão moradores de áreas rurais, comunidades isoladas, motoristas em rodovias, embarcações, trilhas e regiões onde hoje não existe cobertura de telefonia móvel.

Em vez de substituir as redes celulares tradicionais, a tecnologia funcionará como uma extensão delas, reduzindo as chamadas "áreas de sombra".

Quando o serviço começa no Brasil?

Ainda não existe uma data oficial. A decisão da Anatel representa um passo regulatório importante, mas a oferta comercial ainda depende da aprovação definitiva dos pedidos das operadoras, da coordenação das frequências e da assinatura de acordos com empresas de telefonia. 

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O caminho foi aberto, mas ainda há etapas técnicas e regulatórias antes que brasileiros possam usar o celular conectado diretamente aos satélites da Starlink.