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"Starlink da Amazon" chega primeiro aonde Elon Musk ainda não conseguiu entrar

Por  • Editado por Léo Müller |  • 

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amazon leo
Reprodução/Amazon

A Amazon anunciou que levará seu serviço de internet via satélite Amazon Leo (antigo Project Kuiper) para a África do Sul em 2027. A empresa de Jeff Bezos conseguiu fechar um acordo para operar justamente em um mercado onde a Starlink ainda não conseguiu autorização para atuar.

A estreia acontecerá por meio de uma parceria com a provedora sul-africana Herotel, que será responsável pela instalação, operação e atendimento aos clientes do novo serviço de banda larga via satélite.

Embora a Starlink já esteja presente em mais de 160 países, a empresa ainda não conseguiu iniciar operações na África do Sul.

O principal obstáculo é a legislação local, que exige que empresas estrangeiras do setor de telecomunicações cumpram regras de participação de grupos historicamente desfavorecidos para obter uma licença de operação.

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Elon Musk, que é sul-africano, criticou as exigências em diversas ocasiões, alegando que elas impedem a entrada da Starlink em seu país natal.

Amazon quer conectar regiões rurais

Segundo a Amazon, o novo serviço será voltado principalmente para fazendas, pequenas cidades e comunidades rurais que ainda não contam com acesso confiável à internet por fibra óptica ou redes móveis.

A Herotel, considerada uma das maiores provedoras de internet fixa da África do Sul, utilizará sua infraestrutura nacional para instalar os equipamentos e oferecer suporte aos usuários. O serviço comercial começa em 2027.

O acordo representa a primeira parceria da Amazon Leo na África, mas a empresa afirma que esse será apenas o começo de sua expansão na região.

Além da operação na África do Sul, a Amazon também firmou uma parceria com a Vanu Inc. para ampliar a conectividade em outros países africanos nos próximos anos.

Apesar da vitória simbólica na África do Sul, a Amazon ainda tem um longo caminho para alcançar a rival. Atualmente, a constelação Amazon Leo conta com cerca de 390 satélites, enquanto a Starlink já ultrapassa 10 mil satélites e opera em mais de 160 países.

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Ainda assim, a entrada em um mercado onde a Starlink segue impedida de atuar mostra que a Amazon pretende aproveitar oportunidades regulatórias para acelerar a expansão de sua rede global de internet via satélite.

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