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Starlink confirma que já tem 10 mil satélites; saiba o que muda para você

Por  • Editado por Léo Müller |  • 

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

A SpaceX alcançou um marco histórico na madrugada desta terça-feira (17), e ultrapassou a marca de 10 mil satélites ativos em sua constelação Starlink. O feito ocorreu após o lançamento de um foguete Falcon 9 na Base da Força Espacial dos EUA, na Califórnia, que colocou mais 25 unidades em órbita.

Com esta nova remessa, a rede conta agora com 10.020 satélites em operação simultânea. Desde maio de 2019, a empresa de Elon Musk já enviou 11.529 equipamentos ao espaço, mas parte desse total saiu de órbita ou recebeu substituição por modelos mais novos ao longo dos anos.

A dominância da Starlink é notória no cenário global. Atualmente, a constelação responde por cerca de dois terços de todos os satélites ativos que orbitam a Terra. Para efeito de comparação, a OneWeb, segunda maior rede do tipo, possui apenas 654 unidades em funcionamento.

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O ritmo de expansão em 2026 impressiona, com uma média de um lançamento a cada 2,3 dias. Esse volume de operações permitiu que a marca atingisse mais de 10 milhões de clientes em 160 países, o que amplia a influência geopolítica da companhia em diversas regiões do globo.

Para evitar colisões a 27 mil km/h, a SpaceX utiliza um sistema de gestão de tráfego autônomo. Em 2025, os satélites realizaram cerca de 300 mil manobras evasivas. Esse número representa uma média de 40 correções de rota para cada unidade apenas no último ano.

Apesar do sucesso técnico, especialistas demonstram preocupação com o acúmulo de objetos na órbita terrestre. O receio é que eventuais acidentes gerem detritos em uma reação em cadeia, o que inviabilizaria certas altitudes para o uso humano por muitos anos.

Os planos de Musk não param por aqui. A SpaceX possui autorização para chegar a 42 mil satélites e estuda lançar até um milhão de unidades adicionais no futuro. Essas novas versões servirão como centros de processamento de dados para inteligência artificial diretamente do espaço.

Na prática, o avanço da frota assegura uma conexão mais estável e veloz, sobretudo em áreas remotas onde o acesso via cabo é inexistente. Com uma densidade maior de equipamentos, a rede suporta mais dados e reduz o risco de interrupções para os usuários. 

Além disso, o foco em processamento espacial deve transformar o serviço em uma infraestrutura global de computação avançada.

Fonte: Washington Times