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Starlink cobrando taxa de R$ 5 mil em região com muitas antenas? Entenda o caso

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Starlink
Imagem gerada por IA

Uma história antiga sobre uma suposta taxa de R$ 5 mil cobrada pela Starlink voltou a circular nas redes sociais. O valor realmente foi aplicado pela empresa, mas apenas a novos assinantes de regiões específicas dos Estados Unidos, onde a rede já enfrentava alta demanda.

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A cobrança adicional chegava a US$ 1.000, cerca de R$ 5 mil em conversão direta, e não substituía o pagamento pela antena. Com o equipamento de US$ 349, o custo inicial do serviço podia alcançar US$ 1.349, aproximadamente R$ 6,7 mil.

O que é fato?

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É verdade que a Starlink passou a cobrar uma taxa adicional de US$ 1.000 de alguns novos assinantes. O valor apareceu em cidades como Seattle, Spokane e Redmond, no estado de Washington, além de áreas próximas a Portland, no Oregon, e no norte de Idaho.

A taxa era aplicada no momento da contratação do plano residencial e aparecia separada do preço do kit com a antena. A Starlink classificava o valor como uma taxa de demanda, vinculada à capacidade disponível naquela região.

A cobrança começou em US$ 100 e passou por sucessivos aumentos para US$ 250, US$ 500 e US$ 750 antes de alcançar os US$ 1.000.

O que precisa de contexto?

A taxa não era cobrada simplesmente porque havia muitas antenas da Starlink em uma cidade. O critério principal era o nível de ocupação da rede e o risco de novos usuários prejudicarem a qualidade do serviço naquela área.

Além disso, a cobrança não valia para todos os clientes dos Estados Unidos e não foi anunciada para o Brasil. Mesmo dentro dos estados afetados, havia regiões nas quais o usuário precisava pagar apenas pela antena.

Em partes do Oregon e de Idaho onde a Starlink tinha capacidade disponível, a empresa chegou a oferecer o equipamento gratuitamente para clientes que aceitassem manter o plano residencial durante 12 meses.

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Por que a Starlink cobrava a taxa?

O objetivo era reduzir o ritmo de novas assinaturas em locais onde a rede já estava próxima do limite. Como a capacidade dos satélites é compartilhada entre os usuários de uma mesma área, o crescimento rápido da base poderia diminuir as velocidades disponíveis.

Em vez de voltar a criar uma lista de espera, a Starlink adotou uma cobrança elevada para desestimular novas adesões. Quem ainda quisesse contratar o serviço poderia fazê-lo, mas precisava arcar com um custo inicial muito maior.

Na época, o mapa oficial da empresa indicava velocidades de download entre 54 Mbps e 223 Mbps no estado de Washington. Os números ficavam abaixo dos registrados em diversas outras regiões dos Estados Unidos.

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Os aumentos sucessivos também indicavam que parte dos consumidores ainda aceitava pagar a taxa para contratar o serviço. Mesmo com o adicional cada vez maior, a procura continuou forte nas áreas mais congestionadas.

Portanto, a cobrança de aproximadamente R$ 5 mil é verdadeira, mas a informação costuma aparecer sem o contexto necessário. Trata-se de uma medida antiga e restrita a regiões congestionadas dos Estados Unidos, não de uma taxa geral aplicada pela Starlink a clientes com muitas antenas próximas.

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