São Paulo e Rio terão TV 3.0 antes da Copa do Mundo; veja o que muda
Por Vinícius Moschen • Editado por Léo Müller | •

O cronograma de implementação da TV 3.0 no Brasil foi detalhado em reunião realizada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na última segunda-feira (9). Como repercutido pelo portal Convergência Digital, a tecnologia deve estrear no país antes da Copa do Mundo de 2026, ainda que de forma limitada.
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Afinal, o sinal estará restrito às cidades de Rio de Janeiro e São Paulo. Existe pressão para que Brasília integre o primeiro grupo de lançamento, mas a logística é considerada incerta e a tecnologia pode chegar à capital federal apenas no segundo semestre de 2026.
Para referência, o primeiro jogo da Copa está marcado para 11 de junho, e a estreia da Seleção Brasileira ocorrerá em 13 de junho.
A regulamentação da tecnologia foi assinada pelo presidente Lula em agosto do ano passado, e a expansão total pelo território nacional deve ocorrer em um período de até 15 anos.
Os canais da TV 3.0
A Rede Globo é a única emissora privada que, até o momento, prometeu iniciar as transmissões em TV 3.0 antes da Copa do Mundo. Demais canais privados avaliam a viabilidade logística de torres e transmissores, além do custo financeiro da transição.
Canais públicos, como TV Brasil, TV Câmara, TV Senado e TV Justiça, terão transmissão na nova tecnologia até junho. Estas emissoras estarão no catálogo "DTV+", aplicativo central da TV 3.0.
O que é a TV 3.0
A TV 3.0 é considerada a evolução da TV digital, ao unir o sinal aberto com recursos vindos da internet, ainda que a conexão nunca seja obrigatória. O modelo visa transformar a TV aberta em um formato similar aos serviços de streaming, sem abrir mão da distribuição gratuita.
Os diferenciais incluem o salto da qualidade de imagem do Full HD para as resoluções 4K e 8K, além do sistema de som com evolução do estéreo/surround básico para o áudio imersivo.
Outra distinção será a interatividade para votações e compras diretamente na tela. Além disso, a publicidade deixará de ser genérica para passar a um modelo segmentado, de acordo com o perfil de cada pessoa.
O sistema também prevê a inclusão de alertas de emergência integrados, além de recursos de acessibilidade.
Embora não tenha custos de assinatura integrados, a TV 3.0 não funcionará de forma nativa nos aparelhos atuais. Para aproveitar todas as funções, será necessário comprar um conversor, ou uma TV nova compatível.
Entretanto, dentro do período de 15 anos de adaptações, a TV aberta tradicional não será desligada, e nem demandará conexão de internet para funcionar.