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São Paulo aparece entre piores capitais em antenas 5G por habitante

Por  • Editado por Léo Müller |  • 

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James Yarema/Unsplash
James Yarema/Unsplash

A expansão do 5G no Brasil avança de forma consistente, mas um relatório do Teletime revela um cenário curioso: a cidade de São Paulo, maior centro econômico do país, figura entre as capitais com menor densidade de antenas por habitante. O indicador considera o número de estações rádio base (ERBs) para cada 10 mil pessoas, métrica essencial para avaliar a capacidade e qualidade da rede.

Diferente do que se poderia imaginar, cidades de menor porte ocupam as primeiras posições. Vitória aparece como líder, com mais de 8 antenas 5G por 10 mil habitantes. Florianópolis e Natal também se destacam, demonstrando que o tamanho da população influencia diretamente esse tipo de indicador.

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O bom desempenho dessas capitais está ligado à relação entre população e infraestrutura. Mesmo com menos antenas em números absolutos, cidades menores conseguem atingir uma densidade maior, o que melhora o desempenho relativo da rede. Já grandes centros precisam de muito mais equipamentos para alcançar o mesmo nível proporcional.

São Paulo perde posições no ranking

Apesar de concentrar mais de 5 mil antenas 5G, São Paulo fica entre as últimas colocadas, apresentando apenas 4,53 ERBs por 10 mil habitantes. O resultado coloca a capital paulista à frente apenas de cidades como Maceió e Boa Vista.

O principal desafio de São Paulo é a enorme população. Com milhões de usuários simultâneos, a demanda por capacidade é muito maior. Isso exige uma densificação constante da rede, especialmente nas faixas de frequência mais altas, que oferecem maior velocidade, mas cobrem áreas menores.

Desigualdade diminui, mas desafios permanecem

Apesar das diferenças, a desigualdade entre as capitais vem diminuindo ao longo dos últimos anos. A distância entre a cidade mais bem colocada e a última do ranking já foi muito maior, indicando avanço na distribuição da tecnologia.

No entanto, a densidade de antenas não é o único fator que determina a qualidade do 5G. Elementos como frequência utilizada, planejamento de rede e demanda local também influenciam diretamente a experiência do usuário.

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O caso de São Paulo evidencia que ter mais infraestrutura em números absolutos não garante melhor desempenho proporcional. O Brasil avança no 5G, mas grandes centros urbanos ainda enfrentam desafios específicos para equilibrar oferta e demanda. 

Fonte: Teletime