Quando a Samsung vai vender TV 3.0? Nós conversamos com a marca para descobrir
Por João Melo • Editado por Léo Müller | •
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A TV 3.0 (DTV+) já é uma realidade em algumas cidades brasileiras, mas o acesso à nova geração da televisão aberta ainda esbarra na necessidade de comprar um conversor. Para descobrir quando a Samsung vai vender Smart TVs com suporte nativo ao novo padrão, o Canaltech conversou com a marca.
A empresa sul-coreana afirmou que adota uma postura cautelosa em relação à integração da funcionalidade nas suas TVs.
"A Samsung informa que está monitorando o desenvolvimento da nova tecnologia e comunicará ao mercado, oportunamente, sobre os próximos passos da iniciativa”, pontuou a companhia.
A expectativa dos consumidores por aparelhos com recursos da TV 3.0 integrados já de fábrica se justifica pelo fato de o novo padrão prometer levar benefícios como interatividade e qualidade superior de imagem e áudio aos lares brasileiros.
Mas, por enquanto, apenas moradores das cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília podem usufruir dos recursos da tecnologia. E essa experiência ainda depende da aquisição de conversores externos vendidos por marcas como Intelbras e Aquário, que são comercializados por valores acima de R$ 650.
Ainda restam etapas para as TVs chegarem às lojas
Vale destacar que o cenário de espera destacado pela Samsung é seguido por outras marcas do setor, como LG e TCL, que também confirmam não haver datas oficiais para o lançamento de aparelhos que já cheguem às lojas com essa tecnologia integrada.
Essa estratégia das empresas está relacionada principalmente ao fato de que a adoção de um sistema inédito exige adaptações de hardware e software. Também é necessária a coordenação entre emissoras e fornecedores de tecnologia para integrar a infraestrutura aos receptores domésticos.
O governo federal ainda não concluiu todas as etapas que definem o funcionamento padrão da TV 3.0 no Brasil. Nesse contexto, televisores lançados neste momento poderiam ficar incompatíveis com futuras transmissões caso as especificações da tecnologia ainda sofram alterações durante o processo de padronização.
O próprio ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, revelou que a TV 3.0 ainda passa por ajustes técnicos antes de ser expandida para outras cidades brasileiras. Segundo o chefe da pasta, essas adequações e obstáculos iniciais são normais por se tratar de uma transição que envolve uma tecnologia inovadora.
Quais os avanços trazidos pela TV 3.0?
A principal proposta da nova geração da televisão aberta brasileira é trazer recursos interativos para as transmissões tradicionais. Na prática, o telespectador vai continuar assistindo aos canais já conhecidos gratuitamente, mas com uma interface mais fluida, que se assemelha às plataformas de streaming.
Um dos destaques fica por conta da possibilidade de comprar produtos relacionados à programação ao vivo diretamente pela TV, sem a necessidade de escanear QR Code para finalizar a aquisição. Votações em reality shows ou para escolher o melhor jogador de uma partida também podem ser feitas com o controle remoto.
O público também poderá escolher diferentes câmeras para acompanhar um evento esportivo ao vivo. Em partidas de futebol ou corridas de Fórmula 1, por exemplo, será possível acompanhar a transmissão principal na tela toda e assistir à programação em uma janela menor (Picture-in-Picture).
A TV 3.0 promete ainda entregar qualidades de áudio e imagem superiores ao sinal atual, oferecendo transmissões ao vivo com suporte à resolução 4K. O público terá até mesmo acesso a alertas automáticos sobre tempestades e inundações emitidos pela Defesa Civil local.
Com todas essas previsões de recursos, uma pergunta ainda pode passar pela cabeça dos espectadores: vai precisar de internet para acessar as funcionalidades da TV 3.0? O Canaltech entrou em contato com a Anatel para tirar essa dúvida.