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Por que internet está lenta? Roteador da sua operadora pode ser culpado

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Divulgação/D-Link
Divulgação/D-Link

“Você já reiniciou seu modem?” Se você já ligou para reclamar da internet lenta, provavelmente ouviu essa pergunta. E sim, às vezes reiniciar ajuda. Mas o problema pode ser mais estrutural: o roteador que a operadora instala na sua casa pode simplesmente não dar conta da velocidade que você contratou.

Foi isso que Adriano Ponte explicou ao vivo no CNN Tech desta quarta-feira (6). Segundo ele, o equipamento padrão entregue pelas operadoras costuma acumular funções demais e falha justamente no Wi-Fi.

Na prática, esse aparelho funciona como modem e roteador ao mesmo tempo. Ele recebe o sinal da operadora, converte e ainda distribui internet para todos os dispositivos da casa.

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“Ele já está sobrecarregado, pendurado em 30 equipamentos, e não consegue sozinho. Ele não foi feito para isso”, explicou Adriano durante o programa .

O gargalo está dentro de casa

O problema não é só potência, mas também limitação física. O Wi-Fi funciona por ondas de rádio, que perdem força com distância, paredes e interferências. Dependendo do padrão do roteador, os dispositivos disputam a conexão.

No Wi-Fi 5, por exemplo, apenas um aparelho transmite dados por vez. Isso cria uma “fila invisível” que deixa tudo mais lento quando vários dispositivos estão conectados.

Já no Wi-Fi 6, essa lógica muda. O roteador consegue dividir o sinal e atender vários aparelhos ao mesmo tempo, organizando melhor o tráfego entre celulares, TVs e notebooks.

“O ideal hoje é pensar em Wi-Fi 6. Isso já garante uma rede atualizada e funcional para a maioria das pessoas”, resumiu Adriano .

Distância e posicionamento também pesam

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Outro erro comum está no posicionamento do equipamento. Em muitas casas, o roteador fica escondido atrás da TV ou em um canto distante, exatamente onde o sinal tem mais dificuldade para se espalhar.

“Como que ele vai entregar o sinal direito se está longe de você? E ainda preso atrás da TV, que já é um lugar ruim?”, comentou o apresentador.

A solução, segundo ele, passa por dividir funções: deixar o equipamento da operadora apenas como modem e usar um roteador dedicado para distribuir o Wi-Fi.

Para quem mora em casas grandes ou com mais de um andar, a recomendação vai além de trocar o roteador. O ideal é investir em uma rede mesh, um sistema com múltiplos pontos de acesso espalhados pela casa.

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Diferente de repetidores baratos, esses dispositivos trabalham de forma coordenada, criando uma única rede mais estável.

“Não é um repetidor de R$ 30. Ele replica o sinal de forma distribuída e organizada. É completamente diferente”, explicou Adriano.

Apesar do avanço do Wi-Fi 7, Adriano reforça que nem todo mundo precisa da tecnologia mais recente. Isso porque o desempenho máximo depende também dos dispositivos conectados.

Se o seu celular ou notebook não suporta o padrão mais novo, o ganho será limitado.

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Por isso, a recomendação prática é:

  • Priorize roteadores Wi-Fi 6;
  • Considere rede mesh para casas maiores;
  • Evite equipamentos baratos demais;
  • Não se guie pelo design ou tamanho das antenas.

No fim das contas, trocar o roteador pode fazer mais diferença do que aumentar o plano. Mas se nada disso ajudou, você pode descobrir o que dizem os especialistas sobre o porquê de a internet cair tanto no Brasil.