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Por que a internet cai tanto no Brasil? Veja o que diz especialista

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Reprodução/Unsplash
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O mercado de banda larga segue acelerado no Brasil. Entre abril e junho de 2025, foram ativadas 3,5 milhões de novas conexões de fibra óptica residencial (FTTH), segundo o estudo The State of Business in Latin America, mas o país segue com relatos de quedas de internet.

O movimento levou a tecnologia a quase metade (49,3%) dos domicílios brasileiros, um dos maiores crescimentos do mundo. Mesmo assim, diferentes operadoras continuam apresentando problemas de desempenho.

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Monitoramento em tempo real é fundamental na fibra ótica

Apesar do aumento de cobertura, muitos provedores têm pouca visibilidade sobre o que acontece na rede ao longo do dia. Eventos de pico, rotas congestionadas e equipamentos sobrecarregados costumam gerar as maiores queixas.

"Instalar fibra é só parte da equação. Sem monitoramento constante e inteligência para gerenciar o tráfego, a promessa de alta velocidade vira instabilidade recorrente", afirma Carlos Duran, gerente de TI da Unentel.

Ou seja, cuidar da operação da rede no dia a dia é o caminho para melhorar a estabilidade. Isso inclui acompanhar em tempo real onde a conexão está ficando mais lenta.

Redirecionamento automático do tráfego quando uma rota começa a falhar evita interrupções. Manutenção preventiva antes que o problema apareça para o usuário também faz diferença significativa na experiência.

Falta de infraestrutura compromete a internet

O retrato brasileiro também é desigual geograficamente. Segundo o Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT/Anatel), 1.207 municípios ainda não contam com backhaul óptico.

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Essa infraestrutura sustenta o desempenho da rede. Nessas áreas, a experiência do usuário tende a ser limitada, independentemente da tecnologia instalada no ponto de acesso.

Assim, a ausência de backhaul adequado impede que conexões de fibra ótica entreguem todo seu potencial. Mesmo com cabo de alta velocidade até a residência, o gargalo na estrutura principal prejudica o serviço.

Portanto, a combinação entre tecnologia de ponta e operação eficiente é o que realmente faz diferença. Pois a fibra óptica sozinha não resolve o problema se não houver inteligência para gerenciar o tráfego adequadamente.

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