Operadora fracassa após privatização e acaba sendo vendida novamente
Por Renato Moura Jr. • Editado por Léo Müller | •
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A história da antiga Copel Telecom ganhou mais um capítulo. Após ser privatizada em 2020, rebatizada como Ligga Telecom e passar por uma gestão marcada por dificuldades financeiras, a operadora foi oficialmente vendida mais uma vez. A transação recebeu agora o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), concluindo o processo de aquisição pela Brasil TecPar.
O acordo entre as empresas prevê um pagamento de R$ 495 milhões pela Ligga. Desse total, R$ 100 milhões serão pagos em dinheiro, enquanto R$ 395 milhões serão quitados por meio da emissão de títulos de valores mobiliários pela controladora da Brasil TecPar.
A compradora também assumirá cerca de R$ 1,28 bilhão em dívidas da Ligga, elevando o valor econômico total da operação.
A Copel Telecom foi privatizada pelo governo do Paraná em 2020 por cerca de R$ 2,4 bilhões, sendo adquirida pelo fundo Bordeaux Participações. Pouco tempo depois, a empresa passou por um processo de rebranding e adotou o nome Ligga Telecom.
A expectativa era transformar a operadora em uma das principais empresas de fibra óptica do país, ampliando sua presença para além do Paraná. No entanto, a expansão acabou sendo acompanhada por dificuldades operacionais, aumento do endividamento e resultados abaixo do esperado.
Nos últimos anos, a Ligga acumulou problemas financeiros e precisou renegociar dívidas enquanto buscava alternativas para manter seu plano de crescimento.
O cenário acabou levando os controladores a colocar a empresa à venda. A compradora escolhida foi a Brasil TecPar, grupo que já atua no setor de telecomunicações por meio de diversas operadoras regionais.
Cade aprova operação
A aquisição já havia recebido autorização da Anatel. Agora, o Cade também aprovou a operação sem restrições, removendo o último obstáculo regulatório para a conclusão do negócio.
Com isso, a Brasil TecPar poderá incorporar oficialmente a Ligga à sua estrutura e definir os próximos passos para a operação da empresa.
Para os consumidores, a aprovação da venda não altera imediatamente os serviços prestados. Os contratos, planos e atendimentos continuam válidos durante o processo de integração entre as empresas.
A expectativa é que a Brasil TecPar aproveite a infraestrutura de fibra óptica construída pela antiga Copel Telecom para fortalecer sua presença no Sul do país e ampliar sua atuação no mercado brasileiro de banda larga.
O caso marca o fim de uma trajetória turbulenta iniciada com a privatização da Copel Telecom, encerrando um ciclo considerado decepcionante para os investidores que assumiram seu controle após a privatização.