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Oi fica sem dinheiro em 2 semanas e quer demitir sem pagar indenizações

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Operadora Oi
Imagem gerada por IA

A Oi informou à Justiça do Rio de Janeiro que pode ficar sem dinheiro até 10 de agosto de 2026 e pediu autorização para demitir parte dos trabalhadores sem pagar de imediato as respectivas verbas rescisórias. A medida ainda depende de aprovação judicial.

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O pedido foi apresentado na última segunda-feira (20) à 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital e integra o segundo processo de recuperação judicial da operadora.

Segundo a gestão judicial, uma triagem interna identificou funcionários que não estariam diretamente ligados à manutenção dos serviços considerados essenciais. O documento, porém, não revela quantas pessoas podem ser dispensadas nem estima o custo total das rescisões.

A Oi sustenta que os R$ 19,6 milhões atualmente disponíveis em caixa não permitem arcar com os pagamentos. A proposta é quitar os valores após um novo evento de liquidez, como o recebimento de recursos pela venda das unidades V.tal, Oi Soluções ou de outro ativo.

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Projeção de caixa da Oi despencou

A situação financeira se deteriorou mais rápido que o previsto. Em abril, a companhia projetava encerrar julho com R$ 88,1 milhões disponíveis. A estimativa mais recente reduziu esse valor para apenas R$ 19,6 milhões.

A falta de recursos estava prevista inicialmente para setembro, mas foi antecipada para agosto após uma combinação de problemas financeiros e entraves judiciais. Em março de 2026, o patrimônio líquido negativo do grupo já superava R$ 22,6 bilhões.

Entre os fatores citados estão a suspensão de decisões sobre a venda da participação da Oi na V.tal, o atraso na alienação da UPI Serviços Telefônicos e o fracasso do primeiro leilão da Oi Soluções, encerrado em 17 de junho sem propostas.

A Método venceu a disputa pela UPI Serviços Telefônicos por R$ 60,1 milhões, mas ainda não teria depositado o valor. A empresa apresentou um pedido de reconsideração após ser intimada a assinar o contrato e comprovar o pagamento.

Oi pede acesso a R$ 27,4 milhões

Como medida emergencial, a Oi solicitou à Justiça a liberação de R$ 27,42 milhões mantidos em uma conta judicial ligada à recuperação. O dinheiro tem origem em quantias bloqueadas ou depositadas anteriormente em processos trabalhistas e cíveis.

A gestão judicial afirma que os recursos permitiriam manter a operação por mais algumas semanas. Ainda assim, o valor não seria suficiente para garantir a continuidade dos serviços até a conclusão dos julgamentos pendentes.

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A infraestrutura da Oi ainda atende conexões usadas pelo Poder Judiciário, casas lotéricas, prefeituras e localidades que dependem da rede para transmissão de dados. O documento também cita serviços necessários para as eleições de 2026.

Venda da Oi Soluções pode ter novas tentativas

A operadora também reiterou o pedido para realizar uma segunda e uma terceira chamadas para vender a UPI Oi Soluções.

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Na segunda tentativa, a Oi quer aceitar propostas de pelo menos 50% do valor de avaliação do ativo. Caso não apareçam interessados, uma terceira rodada permitiria ofertas de qualquer valor, desde que o pagamento fosse feito à vista.

O grupo ainda pediu autorização para renovar o seguro de responsabilidade civil de diretores e administradores. A apólice atual termina em 7 de agosto, mas os valores e as condições devem ser apresentados em um processo separado e sigiloso.

O segundo processo de recuperação judicial da Oi continua em vigor por decisão liminar. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro ainda analisa recursos contra a decisão que havia convertido o processo em falência.

A venda da Oi é feita em partes, de acordo com cada segmento. Em uma das negociações, a Anatel já autorizou que outra operadora "ressuscite" a Oi para voltar as operações móveis. 

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