Novos cabos submarinos do Google vão ligar a Europa ao Oriente Médio

Novos cabos submarinos do Google vão ligar a Europa ao Oriente Médio

Por Felipe Gugelmin | Editado por Claudio Yuge | 30 de Julho de 2021 às 17h20
Reprodução

O Google anunciou na última quinta-feira (29) uma nova etapa em seus investimentos na infraestrutura da internet mundial. Em seu blog, a empresa confirmou que trabalha na instalação de dois novos cabos submarinos em parceria com a Sparkle, batizados como Blue e Raman.

Enquanto o Blue será responsável por conectar Itália, França, Grécia e Israel, o Raman vai melhorar a infraestrutura de internet da Jordânia, Arábia Saudita, Djibouti, Oman e Índia. Ambos os cabos vão ser equipados com 16 pares de fibra ótica e devem entrar em operação a partir de 2024 — a expectativa é que eles sejam conectados entre si por via terrestre como resultado de investimentos dos membros do consórcio que participam do projeto.

“Desenvolver capacidades de rede e rotas adicionais é fundamental para os usuários e clientes do Google ao redor do mundo, que dependem de conectividade robusta para impulsionar suas vidas online e se comunicar com amigos, familiares e parceiros de negócios”, afirmou a empresa em um comunicado que promete maiores velocidades de conexão e uma redução na latência.

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Prestando homenagens

Assim como aconteceu com outros cabos submarinos instalados pelo Google, os nomes escolhidos no projeto prestam homenagem a figuras históricas. No caso, o Raman faz referência a Sir Chandrasekhara Venkata Raman, físico indiano que em 1930 se tornou o primeiro asiático a ganhar o Prêmio Nobel de Física.

Imagem: Divulgação/Google

“O trabalho de Raman é centrado na dispersão da luz, que mostra que quando a luz atravessa um material transparente, parte da luz desviada muda o comprimento de onda e a amplitude. Este é conhecido como efeito Raman, um princípio fundamental no campo da óptica que permite a construção de qualquer cabo submarino”, explica a organização.

O físico também foi responsável por descobrir que o oceano é azul não por uma simples reflexão do céu, mas porque a água em si faz com que a luz azul se espalhe — elemento que ajudou a nomear o outro cabo como Blue (azul, em inglês). Com os novos investimentos, o Google chega a um total de 18 cabos submarinos ao redor do mundo, incluindo iniciativas que beneficiam brasileiros.

Em junho deste ano, a empresa anunciou junto à SubCom a construção do cabo Firmina, que vai ligar o Brasil à Argentina e aos Estados Unidos. Equipado com 12 pares de fibra ótica, ele se difere das demais estruturas oferecidas pela empresa por apostar em uma única fonte de energia em cada uma de suas pontas, algo possível graças a um design com tensão 20% mais alta do que as opções usadas anteriormente.

Fonte: Google Cloud Blog

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