“Fazenda de Starlink” leva internet por fibra na Amazônia
Por Vinícius Moschen |

Um vídeo publicado pelo perfil "viajandocomoluiz" no Instagram ganhou destaque ao exibir uma concentração de antenas de internet via satélite Starlink. A “fazenda” está localizada no município de Tabatinga, que fica no Amazonas e faz fronteira com o Peru.
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O conteúdo mostra que a finalidade da estrutura é captar o sinal de conectividade por satélite para redistribuí-lo aos moradores locais através de cabos de fibra óptica. Contudo, essa operação pode encontrar barreiras nas normas vigentes da Starlink e restrições de funcionamento.
Afinal, cada antena instalada demanda uma assinatura da Starlink, ainda que uma única conta suporte até duas unidades físicas.
Além disso, os Termos de Serviço da Starlink proíbem a revenda do acesso à internet como um produto isolado ou com valor agregado sem que haja autorização prévia.
A exceção é aplicada à redistribuição do sinal como ponto de acesso comunitário ou Wi-Fi para terceiros, o que é uma prática mais comum em estabelecimentos como hotéis ou barcos.
As normas da companhia também restringem a aquisição de acessórios em volumes considerados excessivos, a critério da própria Starlink.
Em relação à montagem física, é recomendado que as antenas tenham um distanciamento mínimo entre si para evitar interferências de rádio — pelo menos um metro entre cada equipamento, preferencialmente mais, o que não é respeitado pela “fazenda” mostrada no vídeo.
Mesmo com o afastamento, os equipamentos ainda competem pela conexão com os mesmos satélites disponíveis.
Usar duas antenas Starlink melhora a conexão?
O uso de múltiplos terminais pode oferecer retornos positivos em relação ao aumento da capacidade total de conexão da rede. Entretanto, os ganhos práticos precisam ser avaliados com cautela, principalmente por conta do alto custo das mensalidades adicionais.
Programas como o Speedify são utilizados para unir as conexões distintas, atuando como uma rede privada que faz a distribuição de pacotes entre os links. Na prática, a ferramenta permite que o sistema gerencie as múltiplas fontes de sinal de maneira integrada.
No entanto, a utilização de várias antenas não aumenta a velocidade real em transferências de arquivos isoladas, ainda que amplie o volume total de dados trafegados simultaneamente.
É possível pensar isso por meio de uma analogia com veículos: se você comprar um segundo carro, não andará duas vezes mais rápido, mas poderá carregar o dobro de carga.
Ou seja, o sistema possibilita realizar diversos downloads ao mesmo tempo sem que ocorra uma redução acentuada na taxa de cada um, ainda que o limite máximo de transferência permaneça dentro do “teto”. Essa velocidade final fica restrita ao limite físico imposto pelo terminal, pelos satélites e pela capacidade da célula geográfica.
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