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EUA quer derrotar China no 6G e já começa preparar frequências

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Eric Mockaitis/Canaltech

Os Estados Unidos deram mais um passo na corrida pelo 6G ao iniciar um amplo programa de reorganização do espectro de radiofrequência. O governo norte-americano autorizou um estudo para avaliar o uso comercial da faixa de 4,4 GHz, considerada estratégica para a próxima geração de redes móveis.

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A iniciativa será conduzida pela Administração Nacional de Telecomunicações e Informações (NTIA), que pretende analisar a possibilidade de liberar a banda para operação comercial em potência máxima. Segundo o governo, o objetivo é criar as bases necessárias para o desenvolvimento das futuras redes 6G.

De acordo com a NTIA, esta será a maior operação de refarmagem de espectro já realizada pelos Estados Unidos. Atualmente, quatro estudos estão sendo conduzidos simultaneamente, algo inédito no país.

A agência afirma que a estratégia faz parte dos esforços para manter a liderança norte-americana no desenvolvimento do 6G, em um momento em que diversos países aceleram pesquisas sobre a próxima geração de conectividade.

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Quatro faixas estão em avaliação

Além da banda de 4,4 GHz, o governo aprovou estudos para outras três faixas consideradas importantes para futuras aplicações de telecomunicações: 1,6 GHz, 2,7 GHz e 7 GHz.

As propostas agora passarão por um período de revisão de 60 dias nos Comitês de Comércio e de Orçamento antes do avanço das próximas etapas do processo.

A iniciativa também dá continuidade a uma diretriz aprovada pelo Congresso norte-americano, que determinou à NTIA a identificação de 500 MHz de espectro comercial ao longo de cinco anos.

Além disso, a agência recebeu a missão de concluir, em até 12 meses, um estudo específico sobre a faixa entre 7,125 GHz e 7,4 GHz, outra candidata para futuras redes móveis.

A movimentação ocorre em meio ao avanço acelerado da China no desenvolvimento do 6G. Segundo informações divulgadas por órgãos chineses, o país já concluiu a primeira fase de testes técnicos da nova tecnologia e continua expandindo pesquisas envolvendo redes terrestres, comunicação via satélite e infraestrutura voltada ao padrão de próxima geração.

Enquanto isso, os Estados Unidos apostam na reorganização do espectro como uma etapa essencial para garantir competitividade quando o 6G começar a ser implementado comercialmente.

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Embora as redes 6G ainda estejam em fase de pesquisa e padronização, governos e empresas já tratam o acesso às futuras faixas de frequência como um dos principais fatores para definir quem liderará a próxima geração das telecomunicações.

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