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Celular com antena Starlink embutida no Brasil: quando chega?

Por  • Editado por Léo Müller | 

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Erick Teixeira/Canaltech
Erick Teixeira/Canaltech

A possibilidade de conectar o celular diretamente aos satélites da Starlink sem precisar de antena externa já é realidade nos Estados Unidos. Ao todo, mais de 50 modelos de smartphones já são compatíveis com a tecnologia, que permite enviar mensagens de texto e pedir ajuda em emergências mesmo em áreas sem cobertura celular.

No Brasil, porém, ainda não há previsão oficial de quando o serviço estará disponível. Apesar disso, a Anatel trabalha para viabilizar a chegada da conectividade direct-to-device (D2D) ao país.

A tecnologia permite que smartphones se conectem a satélites sem depender de torres ou antenas terrestres. Para isso, os aparelhos precisam operar em uma frequência específica de aproximadamente 1 GHz, muito superior à usada pelo 4G.

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Nos Estados Unidos, a parceria entre Starlink e T-Mobile já oferece o serviço gratuitamente para clientes dos planos top de linha. Quando o usuário está em uma área sem cobertura, o celular se conecta automaticamente à rede T-Satellite, indicada por "T-Mobile SpaceX" no topo da tela.

O iPhone exibe as barras de sinal junto com a palavra "SAT", enquanto aparelhos Android mostram um ícone de satélite ao lado do nome da rede.

Anatel caminha para liberar a tecnologia

A Anatel já autorizou entre 13 e 15 constelações de satélites em órbita baixa para operar no país. Embora a maioria se concentre em serviços de Internet das Coisas (IoT), algumas pretendem fornecer banda larga via satélite.

"A dificuldade é você ter um satélite que permite usar essa frequência temporariamente. Como um satélite está em movimento, ele cobre uma área só por 7 minutos", explicou Sidney Nince, superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, em entrevista ao Podcast Canaltech.

A agência liberou testes iniciais no Sandbox Regulatório, ambiente experimental que permite às empresas testarem novas soluções. Até o momento, as demonstrações realizadas em Brasília apontaram desafios tanto pela janela curta de conexão quanto pela distância do celular para o satélite.

Segundo o executivo da Anatel, a evolução da conexão direta de celulares deve ocorrer em ritmo mais lento. "A janela de testes é 7 minutos por dia, a menos que você tenha um terminal em vários lugares do Brasil", afirmou.

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A liberação inicial deve se limitar a chamadas de emergência e mensagens de texto, sem navegação plena na internet. Para que o serviço funcione, é necessário um acordo comercial entre a empresa de satélite e a operadora de celular, com aval da Anatel.

Brasil pode liderar mercado na América Latina

O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, destacou que o Brasil tem condições de se tornar referência global em conectividade D2D. A extensão territorial do país e a demanda por cobertura em regiões isoladas podem impulsionar essa liderança.

Para se ter ideia, o Brasil já é um dos maiores mercados da Starlink no mundo, com mais de um milhão de acessos à internet residencial via satélite. Essa penetração evidencia o potencial da conectividade espacial no território nacional.

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Quando a Starlink sem antena chega nos celulares no país?

Por enquanto, a Anatel não liberou oficialmente o serviço D2D e nenhuma empresa fez pedido formal de licenciamento para operar essa modalidade no país. Existem desafios regulatórios e técnicos a serem enfrentados antes da disponibilidade comercial.

O avanço dependerá de decisões regulatórias, parcerias entre empresas de satélite com operadoras móveis e da capacidade de adaptação dos dispositivos. Enquanto isso, os brasileiros precisam continuar usando a antena tradicional da Starlink para acessar internet via satélite em áreas remotas.

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No entanto, o cenário é otimista à longo prazo, pois embora existam desafios tecnológicos e relacionados a homologação, a presença da Starlink no país reforça o potencial para expandir a conectividade via satélite.