Brisanet começa a vender chip de celular para rede 5G em nova região do Brasil
Por Bruno Bertonzin |
:quality(85)/310ba67d-1f1f-4d92-8ea3-59fa870d972d.png)
A Brisanet começou a vender chips de telefonia móvel no Centro-Oeste em 26 de agosto, com acesso à sua rede 4G e 5G. A estreia marca a expansão da operadora para uma nova região do Brasil após a chegada ao mercado móvel pelo Nordeste.
A companhia destinou R$ 100 milhões para a operação no Centro-Oeste e pretende encerrar 2026 com cobertura em 115 municípios. O planejamento inclui 62 cidades de Goiás e outras 53 de Mato Grosso do Sul.
A venda dos chips estava prevista inicialmente para julho, mas sofreu um breve adiamento. A nova data foi detalhada pelo CEO da Brisanet, José Roberto Nogueira, durante uma conferência com analistas nesta quarta-feira (12).
Brisanet aposta em cidades pequenas
A estratégia da empresa tem como um dos principais focos municípios menores, especialmente aqueles que ainda recebem pouca atenção das maiores operadoras nacionais.
“Estamos entregando o primeiro lote de cidades abaixo de 30 mil habitantes no Centro-Oeste. No nosso modelo de negócio, isso não é peso, pois conseguimos construir uma rede com eficiência. O investimento é o mesmo e o retorno é mais rápido nas pequenas”, afirmou Nogueira.
Segundo o executivo, a Brisanet vê uma oportunidade para avançar nessas regiões antes que as maiores concorrentes ampliem a presença local. “Queremos aproveitar uma janela de oportunidade, pois as grandes não vão às pequenas cidades antes de 2030”, acrescentou.
Nos municípios com até 20 mil habitantes, a operação móvel terá apoio de provedores locais. Acima desse limite populacional, a própria Brisanet ficará responsável pelas atividades.
A meta de longo prazo é levar a operação móvel para todas as cidades do Nordeste e do Centro-Oeste até 2030. A companhia, porém, avalia antecipar esse objetivo para 2029.
No Nordeste, onde a empresa já oferece telefonia móvel, a Brisanet soma cerca de 1,1 milhão de clientes, com uma rede que alcança mais de 16 milhões de habitantes.
Receita do celular deve crescer
Com a expansão da cobertura, a Brisanet espera acelerar a receita da telefonia móvel durante o segundo semestre de 2026. A área registrou faturamento de R$ 58,9 milhões no segundo trimestre, avanço anual de quase 12%.
Parte desse crescimento deve vir do fim de algumas promoções oferecidas aos clientes. Com isso, mais assinantes passarão a pagar o preço integral dos planos.
Atualmente, a receita média por usuário, conhecida como ARPU, fica em cerca de R$ 20 no serviço móvel. A expectativa é chegar a R$ 25 até o fim deste ano e alcançar aproximadamente R$ 30 a partir de 2027.
“A partir deste semestre, o ARPU vai crescer mês a mês, chegando a R$ 25 até o fim do ano. E vamos buscar um ARPU permanente em torno de R$ 30 a partir de 2027”, afirmou o CEO.
Brisanet também quer extrair mais da rede de fibra
Na banda larga fixa, a estratégia para os próximos anos será diferente. A Brisanet pretende priorizar a infraestrutura que já possui e não planeja construir uma nova rede de fibra óptica pelos próximos dois anos.
O objetivo será ampliar a quantidade de clientes conectados à estrutura atual. A taxa de penetração da rede chegou a 21,3% no segundo trimestre.
O ARPU da banda larga, por sua vez, alcançou R$ 92,65, alta de 4% ante o trimestre anterior e de 5,8% na comparação anual. A empresa também passou a adotar análises de crédito mais rígidas e preços iniciais acima dos praticados por parte dos concorrentes.
Outra frente de expansão será o mercado corporativo. O segmento B2B responde atualmente por cerca de 7,5% da receita da Brisanet e cresceu 17,7% na comparação anual do segundo trimestre.
Segundo Nogueira, a empresa pretende aproveitar a mesma infraestrutura utilizada na banda larga residencial para ampliar a oferta a empresas, órgãos públicos e estabelecimentos comerciais. A Brisanet também passa por uma reestruturação interna da operação B2B para acelerar essa receita nos próximos períodos.