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Brasil ainda tem 26 mil localidades sem sinal de celular, diz Anatel

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Mulher irritada por não ter sinal de celular
Eric Mockaitis/Canaltech

Apesar do avanço da cobertura móvel, o Brasil ainda possui 26,4 mil localidades sem acesso à rede 4G que também não possuem obrigações regulatórias para receber a tecnologia. Os dados fazem parte da edição de 2026 do Plano Estrutural de Redes de Telecomunicações (PERT), elaborado pela Anatel, que mapeia os principais desafios de conectividade no país.

O estudo mostra que as maiores lacunas de cobertura estão concentradas em áreas rurais, remotas, indígenas e quilombolas, onde a expansão da infraestrutura ainda enfrenta dificuldades de investimento e logística.

Segundo o PERT, mais de 15 mil localidades sem cobertura móvel correspondem a setores censitários identificados pelo IBGE, enquanto outras 11,4 mil foram mapeadas pela própria Anatel em parceria com órgãos como a Fundação Palmares e o Incra.

O cenário é especialmente preocupante nas aldeias indígenas. Apenas 16% possuem cobertura 4G adequada, enquanto aproximadamente 2,5 mil comunidades ainda precisam receber infraestrutura de telefonia móvel. Além disso, cerca de 2,4 mil aldeias não contam com qualquer sinal de 4G.

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O levantamento aponta ainda que 30.031 localidades brasileiras seguem sem backhaul de fibra óptica e sem qualquer obrigação regulatória para implantação dessa infraestrutura. O problema também afeta 652 municípios, sendo cerca de 40% no Nordeste, além de 186 cidades em Minas Gerais.

Segundo a Anatel, essas regiões deverão receber atenção prioritária em futuras políticas públicas voltadas à ampliação da conectividade no país.

Anatel quer ampliar conceito de conectividade

Além de expandir a infraestrutura, a agência afirma que pretende adotar uma visão mais ampla de "conectividade significativa", levando em consideração não apenas a disponibilidade de redes, mas também fatores como qualidade da conexão, acesso a dispositivos, habilidades digitais e segurança no uso da internet.

O PERT também prevê a criação de novos indicadores de experiência do usuário e um acompanhamento contínuo da evolução da cobertura por meio de painéis de monitoramento.

Embora a cobertura 4G e 5G já alcance a maior parte das áreas urbanas brasileiras, a Anatel reconhece que a universalização do serviço ainda depende de investimentos direcionados para regiões de difícil acesso.

Para a agência, reduzir essas lacunas exigirá o cumprimento das obrigações regulatórias pelas operadoras e uma atuação conjunta entre governos e empresas para ampliar a inclusão digital em todo o território nacional.

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