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Assisti a Copa do Mundo na TV 3.0: 4 coisas que gostei e 3 que precisam melhorar

Por  • Editado por Léo Müller |  • 

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tv 3.0 copa do mundo
Erick Teixeira/Canaltech

A TV 3.0 ainda está em fase de testes no Brasil, mas já demonstrou, durante a Copa do Mundo, o seu potencial. E é bem promissor. A nova tecnologia, batizada oficialmente como DTV+, traz recursos de interatividade direto no controle remoto, além de expandir as possibilidades audiovisuais da transmissão. 

Eu testei todos os recursos já disponíveis durante a partida entre Inglaterra e Argentina, válida pela semifinal da Copa do Mundo usando o conversor da Intelbras emprestado ao Canaltech pela marca. Neste texto, conto os principais pontos positivos e o que ainda pode melhorar antes do lançamento oficial. 

4 coisas que eu gostei na TV 3.0

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Os recursos que eu mais gostei na transmissão da Copa do Mundo pela 3.0 são:

  1. Áudio personalizado;

  2. Escolha de câmera;

  3. Imagem em 4K;

  4. Insights e dados da partida.

1- Áudio personalizado

Esse é, sem dúvidas, o recurso que mais gostei na TV 3.0. A possibilidade de escolher a faixa de áudio que deseja acaba com um dos maiores problemas de transmissões esportivas em canais que você não gosta tanto daquele narrador.

Com essa função, é possível “mutar” apenas a equipe de transmissão, ou seja, os narradores, comentadores e equipe de repórteres. Durante a Copa, pude optar por deixar apenas o áudio do campo, apenas da torcida ou padrão. 

Assim, se o jogo só estiver passando naquele canal em que o narrador é clubista demais, ou que grita exageradamente a cada lateral no meio de campo, é possível silenciá-lo e ainda assistir ao jogo com áudio.

2- Escolha de câmera 

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A escolha de câmera é outro recurso muito útil. Ele ainda carece de melhorias, mas já é algo muito promissor. 

Com a TV 3.0 dá para escolher uma câmera alternativa, para mostrar o jogo de outro ângulo. Durante a partida entre Inglaterra e Argentina, a segunda opção era uma vista superior do campo. 

A transmissão divide a tela, com a câmera original à esquerda e a segunda à direita. O único problema é que a alternativa fica com um delay de alguns segundos em relação à principal, provavelmente por fazer o streaming via internet. 

3- Imagem em 4K

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Essa também é uma das maiores vantagens da TV 3.0: a possibilidade de assistir conteúdos de TV aberta em 4K. Essa resolução já existe há muito tempo, mas até o momento, só é suportada em serviços de streaming ou dispositivos externos. 

Com a DTV+, dá para aproveitar a resolução Ultra HD para assistir as programações da Globo, SBT, Record, Band e outras emissoras de TV aberta. Os conteúdos em 4K, porém, dependem da exibição das emissoras. 

Durante os testes, notei que apenas a transmissão oficial da Fifa estava em 4K, enquanto as imagens de cobertura da Globo — assim como outros programas da grade da emissora — ainda estavam na resolução padrão. 

4- Insights e dados da partida

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O acesso à informação agora fica muito mais simples com a TV 3.0. Durante a transmissão da partida, é possível ver a escalação, substituições feitas, cartões aplicados, estatísticas da partida, tudo direto na TV. 

A DTV+ simplifica um processo que, antes, era mais “burocrático”: você precisava pegar o celular, pesquisar no Google e ver as estatísticas da partida. Com a nova tecnologia, sem sair do jogo, dá para ter todas essas informações relevantes na TV. 

O mais interessante é que, na escalação, o sistema mostra quais substituições foram feitas, quais jogadores estão amarelados, quais foram expulsos, tudo em um só lugar.

 

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3 coisas que precisam melhorar na TV 3.0

Durante os testes, não notei problemas na tecnologia, mas há alguns “problemas” que precisam ser corrigidos, ou melhorias a serem feitas, até o lançamento oficial:

  1. Adesão de apenas uma emissora;

  2. Não está na grade completa;

  3. Só disponível em três capitais.

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1- Adesão ainda muito limitada 

Até o momento dessa publicação, apenas uma emissora de TV aberta no Brasil aderiu à tecnologia da TV 3.0: a Globo. 

De todos os canais disponíveis na grade da DTV+, a carioca é a única que tem um canal dedicado para a tecnologia. 

Ainda é possível assistir aos demais canais normalmente, com sinal digital padrão, mas sem as vantagens da TV 3.0, como seleção de áudio, imagem em 4K e recursos de interatividade. 

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2- Distribuição limitada na grade

Além de ser a única emissora a oferecer os recursos da TV 3.0, a Globo também “sofre” com a limitação na grade. Durante os testes, apenas as transmissões da Copa do Mundo oferecia os novos recursos. 

 Mesmo durante a transmissão esportiva, apenas o conteúdo cedido pela FIFA — isto é, o sinal oficial — era exibido em 4K. As demais cenas, como as da cabine da equipe de cobertura ou as produzidas pela própria Globo, ainda apareciam em definição padrão. 

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3- Disponibilidade limitada

O maior problema, porém, é a disponibilidade ainda limitada. Como a tecnologia está em fase de testes, ela está disponível em apenas três capitais: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. 

Assim, quem mora fora dessas três metrópoles pode não ter acesso à TV 3.0 neste momento, mesmo que esteja relativamente perto da capital, até mesmo nas regiões metropolitanas. 

Apesar disso, um vazamento divulgou a chegada da DTV+ a um total de 22 cidades, já no lançamento. Ainda assim, essa cobertura pode ser limitada a regiões centrais. 

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