Amazônia terá fibra óptica dentro dos rios para depender menos da Starlink
Por Renato Moura Jr. |
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O governo federal pretende ampliar o programa Norte Conectado com cinco novas extensões de fibra óptica submersa nos rios da Amazônia.
A iniciativa busca expandir o acesso à internet de alta velocidade em comunidades isoladas da região e reduzir a dependência de soluções via satélite, como a Starlink, que atualmente ocupa posição de destaque em diversas localidades amazônicas.
O plano prevê a construção de novos trechos das chamadas infovias subfluviais, cabos de fibra óptica instalados no leito dos rios amazônicos.
O modelo foi adotado porque a geografia da região dificulta a instalação de redes terrestres convencionais, tornando os rios o caminho mais viável para levar conectividade a cidades e comunidades remotas.
Atualmente, o programa Norte Conectado já conta com diversas infovias entregues e em operação, enquanto outras seguem em implantação.
A meta é formar uma rede com cerca de 13,2 mil quilômetros de fibra óptica, conectando dezenas de municípios dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima.
Fibra pode reduzir dependência do acesso via satélite
Nos últimos anos, a Starlink ganhou espaço na Amazônia por oferecer internet em regiões onde não existe infraestrutura de fibra ou cobertura móvel suficiente.
Escolas, unidades de saúde, comunidades ribeirinhas e pequenos provedores passaram a utilizar a tecnologia como principal alternativa de conexão.
Com a chegada das infovias, a expectativa do governo é ampliar a oferta de banda larga por fibra óptica para provedores regionais, que poderão distribuir conexões mais rápidas e estáveis aos consumidores finais.
Além disso, a infraestrutura também deverá atender órgãos públicos, hospitais, escolas e demais serviços essenciais.
Apesar dos avanços, a expansão da rede ainda depende de fatores como licenciamento ambiental, logística e sustentabilidade econômica da operação. Segundo representantes do programa, a implantação da infraestrutura é apenas parte do desafio, já que também será necessário garantir manutenção, operação e uso efetivo da capacidade instalada.
O modelo adotado prevê uma infraestrutura compartilhada, em que o poder público utiliza parte da capacidade para seus serviços, enquanto a operação comercial fica sob responsabilidade da iniciativa privada.
A expectativa é que as novas extensões acelerem a interiorização da internet na Amazônia e diminuam a necessidade de recorrer exclusivamente às conexões via satélite em diversas regiões.