Acabou para Oi: Justiça decreta falência com dívida de R$ 22 bilhões
Por Nathan Vieira • Editado por Léo Müller |
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Na última segunda-feira (25), a Justiça do Rio de Janeiro decretou novamente a falência da Oi, encerrando mais uma tentativa de recuperação da operadora. A decisão ocorre após anos de crise financeira, venda de ativos e tentativas de reorganização da empresa, que acumula atualmente dívida de R$ 22 bihlões, segundo a justiça carioca.
Apesar da falência, a situação não significa que os serviços de telecomunicações serão interrompidos imediatamente. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) acompanha o processo e diz que a prioridade é garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais.
Anatel acompanha transição após falência
Em comunicado, a Anatel afirmou que está acompanhando os efeitos da decisão judicial e que pretende trabalhar em conjunto com o administrador judicial e o próprio Judiciário:
“A Anatel aguarda o inteiro teor da decisão e atuará em cooperação com o Administrador Judicial e o Juízo para assegurar uma transição ordenada e sem descontinuidade dos serviços.”
A agência também destacou que dará atenção especial aos serviços de interesse social, além de obrigações ligadas à telefonia, aos códigos de emergência e de utilidade pública e às interconexões.
Isso significa que a falência não representa, neste momento, um desligamento automático das linhas e demais serviços que ainda dependem da infraestrutura da Oi.
Oi chegou ao limite financeiro
A falência definitiva da Oi acontece depois de uma sequência de dificuldades para levantar dinheiro. Desde o ano passado, a companhia não conseguiu vender alguns de seus principais ativos, o que prejudicou ainda mais o caixa.
Dados apresentados à Justiça apontam que o patrimônio líquido negativo do Grupo Oi já supera R$ 22,6 bilhões. A dívida total, porém, ultrapassa R$ 44 bilhões.
A empresa tinha 164.706 credores no início deste ano. Entre eles estão bancos, fornecedores, fundos estrangeiros, trabalhadores e pequenas empresas.
A situação chegou a um ponto crítico em agosto, quando a administração judicial alertou que os recursos disponíveis poderiam não ser suficientes para manter as operações essenciais.
O que acontece com os serviços da Oi?
A partir de agora, a continuidade dos serviços será acompanhada de perto pela Anatel durante o processo de falência. A agência diz que a prioridade é evitar uma interrupção desordenada e garantir que obrigações de interesse público sejam cumpridas.
A Oi já havia reduzido drasticamente sua atuação ao longo dos últimos anos, após vender ativos de telefonia móvel e outros negócios para tentar diminuir o endividamento.
Agora, caberá à Justiça conduzir o processo de falência da Oi, enquanto a Anatel acompanha a transição para evitar impactos sobre os serviços de telecomunicações. Acompanhe como está sendo a Crise da Oi.