6G está chegando: primeira ligação telefônica com nova geração é feita ao ar livre
Por Bruno Bertonzin |
:quality(85)/7f4c98d4-3e13-4a1b-8224-7e6c93f3a180.png)
A Verizon e a Ericsson fizeram a primeira chamada de campo do mundo com uma tecnologia 6G pré-padrão. O teste ocorreu ao ar livre em uma estação da rede comercial da operadora em Concord, na Califórnia, e marca a saída dos primeiros experimentos da nova geração dos laboratórios.
Apesar do avanço, isso ainda não significa que o 6G esteja pronto para chegar aos consumidores. A tecnologia utilizada é considerada pré-padrão, ou seja, foi desenvolvida para pesquisas e testes antes mesmo da definição das especificações técnicas oficiais da nova geração.
Teste colocou 6G em condições reais
Para a demonstração, a Ericsson instalou seu equipamento de prova de conceito dentro da sala técnica de uma estação comercial da Verizon. A conexão utilizou a faixa de 7 GHz, com uma portadora de 400 MHz e uma pilha de protocolos 6G ainda não padronizada.
Do outro lado, o terminal utilizado nos testes ficou em uma cabine móvel com cerca de 3,7 metros de comprimento e 2,4 metros de largura. A estrutura contava com alimentação elétrica própria, baterias de reserva e diferentes materiais nas paredes e janelas.
Essa configuração permitiu testar o comportamento do sinal em diferentes situações. Além da chamada feita em ambiente externo, as empresas avaliaram como a conexão se comportava na passagem do lado de fora para dentro de uma construção.
Entre os parâmetros analisados estavam cobertura, taxa de transferência, latência, estabilidade e funcionamento geral da rede. Os testes também consideraram cenários com e sem linha de visada direta, vegetação, obstáculos físicos e diferentes tipos de vidro e materiais de construção.
6G ainda está longe do uso comercial
A Verizon e a Ericsson reforçam que o experimento é apenas uma prova de conceito e não indica o início de uma rede 6G comercial. Os padrões técnicos da nova geração ainda precisam ser definidos antes que equipamentos e redes possam ser desenvolvidos em escala.
Os dados obtidos em campo agora serão analisados pelas duas empresas e devem servir de base para novas pesquisas, testes e planejamento de futuras redes.
A expectativa é que o 6G avance em pontos como flexibilidade das redes, menor tempo de resposta e capacidade de interpretar melhor o ambiente ao redor. Entre as possíveis aplicações estão comunicação imersiva, serviços desenvolvidos de forma nativa para inteligência artificial, automação industrial e robótica.