5G pode gerar mais de R$ 5,5 trilhões ao Brasil até 2035, aponta pesquisa

Por Rui Maciel | 03 de Julho de 2020 às 16h45
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Uma pesquisa feita em conjunto pela consultoria OMDIA e a Nokia apontou o potencial do 5G para diversos setores da economia brasileira. E uma das principais conclusões do estudo indica que a quinta geração de redes móveis pode gerar mais de R$ 5,5 trilhões ao país nos próximos 15 anos.

A pesquisa, que leva o nome de “Um passo à frente: como o 5G impulsionará a produtividade e a transformação digital no Brasil”, foi divulgada durante o 6º dia do Futurecom Digital Summit, que acontece nessa semana. Ainda de acordo com o documento, sua implementação deve atingir o potencial para gerar, em média, o aumento de 1 ponto percentual no PIB do País por ano, entre 2021 e 2035.

A discussão antecipa um dos assuntos que estará no palco da 22ª edição do Futurecom, maior evento de tecnologia, telecomunicações e transformação digital da América Latina, que ocorrerá de 27 a 29 de outubro, no São Paulo Expo, em São Paulo.

Torre 5G: leilão do espectro no Brasil está prevista apenas 2021

Segundo Ari Lopes, senior manager da Americas OMDIA, se faz urgente colocar em prática o 5G no Brasil já em 2021. “Tempo é um luxo que não temos”, pontuou o executivo sobre a adoção da nova tecnologia no País, que aguarda o leilão de espectro pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "O atual momento da pandemia mostrou claramente que as redes de telecomunicações têm um papel fundamental para manter a população conectada em todos os aspectos. Desta forma, o 5G trará transformações em todas as funções e níveis de negócios, sendo essencial para o desenvolvimento do Brasil, impulsionando as inovações e impactando positivamente na vida das pessoas e da sociedade como um todo", afirmou o executivo. afirma o responsável pela OMDIA na América Latina.,

Verticais

O estudo da OMDIA indica que seis verticais serão as mais beneficiadas pela implementação do 5G no Brasil com aumentos de faturamento em 15 anos: os TICs (tecnologia da informação e comunicações - US$ 241 bilhões); governo (US$ 189 bilhões); manufatura (US$ 181 bilhões); serviços (US$ 152 bilhões); varejo (US$ 88 bilhões) e agricultura (US$ 76 bilhões).

A pesquisa leva em conta que 240 milhões de latino-americanos vivem em regiões sem oferta de banda larga e que 100 milhões estão em área de cobertura, mas não contratam o serviço por falta de recursos financeiros. “São 60% dos domicílios sem banda larga fixa nessa região. E no Brasil, há 39% dos lares sem banda larga acima de 30 Mbits", destacou Lopes "E, neste universo, há um grande potencial de as operadoras poder incrementar a base de serviços com o 5G, com a oferta de banda larga fixa".

A pesquisa aponta ainda que o início do ciclo do 5G tem tudo para ser forte, otimizando recursos existentes, com gerenciamento dos casos mais simples até os mais sofisticados. "As oportunidades estão em vários setores e para os consumidores de forma geral. Acreditamos que até 2024, 75% do tráfego da banda larga fixa e móvel será movida por vídeo", continua Lopes.

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No entanto, a característica principal do 5G é de permitir velocidades de banda larga similares a encontrada em redes de fibras, o que abre uma possibilidade em redes wireless. Um dos grandes desafios se insere na questão da transformação digital no mundo B2B, para que algumas verticais dos setores econômicos embarquem de vez nessa tecnologia. “É um consenso na indústria de adentrar o mundo B2B e, neste cenário, ter novas redes privadas, o que vai demandar velocidades mais altas e latências menores”, destaca Ari Lopes, que aponta a grande necessidade desse uso para a telemedicina e para o agrobusiness, por exemplo, que demandam fortemente novas soluções de conectividade.

Operadoras

Para as operadoras, o mundo ideal é continuar investindo no 4G e transmissão, considerando que o volume de dados vai crescer exponencialmente. A pesquisa OMDIA / Nokia mostra que haverá ainda a necessidade de investimentos em redes para uso de modelos como o 5G stand alone, mais precisamente em edge computing, para realizar acessos de baixa latência e alta produtividade. Haverá também a necessidade de desenhar uma estratégia de 5G para atender aos mercados de B2C e B2B.

Segundo Wilson Cardoso, Chief Solutions Officer da Nokia para América Latina, o 5G é mais que o G. Trata-se, na verdade, de um elemento-chave para o aumento da produtividade. “Com esse estudo, queremos abrir a porta da América Latina, começando pelo Brasil, para apresentar o real potencial desta tecnologia”, afirmou. "Com um trabalho de muitos anos com o 4G desenvolvido em colaboração com as operadoras, a Nokia se insere como uma das grandes protagonistas nesse ecossistema".

Cardoso declarou também que um dos pontos cruciais na chegada desse novo padrão é a segurança. "Com o 5G, tudo estará conectado, estaremos mais vulneráveis e suscetíveis a ataques e, certamente, eles não vão começar nos ambientes centrais das redes, mas podem iniciar por dispositivos de Internet das Coisas (IoT), instalados na sua casa, em uma fazenda, o que pode se propagar para dentro da rede", explicou. "Temos que buscar um ecossistema que garanta que desde os dispositivos, passando pelos elementos de redes que concentra as informações dos sensores sejam seguros, combinem com câmeras de segurança ou logística e, assim, garantimos que esses dados sejam federalizados”, ressalta o executivo da Nokia. Ele complementa que a segurança de dados é dinâmica e baseada em Inteligência Artificial e Machine Learning.

Para conferir todas as discussões sobre o mercado de Telecom que passaram no Futurecom Digital Summit 2020, clique aqui.

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