Google anuncia o Pixel Slate, um novo tablet movido a Chrome OS

Por Carlos Dias Ferreira | 09 de Outubro de 2018 às 14h47
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Ficha técnica

Ainda que o Acer Chromebook Tab 10 tenha surgido como uma primeira tentativa discreta da Google de retornar ao mercado de tablets, pode-se dizer que o recém-anunciado Pixel Slate é mesmo o primeiro tablet da marca desde que os modelos baseados no Android deram com os burros n’água. Movido a Chrome OS, o aparelho foi obviamente inspirado no Microsoft Surface e no iPad pro.

Trata-se, afinal, de um tablet com teclado que funciona igualmente como uma capa para a tela; e tem também uma caneta. Sob o capô, o Pixel Slate traz uma memória entre 8 e 16 GB de RAM e proporção de tela de 3000 x 2000. As conexões físicas aparecem na forma de portas USB-C — tanto do lado direito quanto do esquerdo —, além de uma conexão com pinos pogo.

O Slate também deve ser um pioneiro em biometria, já que botão de ligar o tablet funciona também como um leitor de impressões digitais. Um nível adicional de segurança aparece como chip Titan da Google — o mesmo utilizado nos servidores para o serviço de nuvem da companhia.

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Pixel com menos cara de Pixel

De cara, entretanto, é provável que o Pixel Slate não se pareça tanto assim com um “Pixel” pra muita gente. De fato, em vez do tradicional design em vidro de dois tons e alumínio, o Slate ostenta apenas uma peça sólida de metal com um “G” gravado no canto – embora a tonalidade azul deixe tudo consideravelmente mais atraente.

Há também câmeras de 8 megapixels dispostas na parte frontal e posterior do aparelho. Para quem gosta dos “sortilégios” fotográficos digitais, a Google incluiu no Pixel Slate o app Google Camera, de maneira que estão presentes diversos efeitos adicionais, como o popular bokeh. Fisicamente, a estrutura traz ainda lentes de ángulo aberto e pixels consideravelmente expandidos; sem dúvida uma boa escolha para chats em vídeo – ocasiões em que devem ser úteis também os dois alto-falantes frontais do gadget.

Ademais, os conectores pogo mencionados acima servem para a comunicação com o teclado — provavelmente o reconhecimento da empresa de que os problemas de conexão do periférico Bluetooth que acompanhava o Pixel C ficavam um tanto além do aceitável. De qualquer forma, ainda é possível utilizar teclado e tela em diversos ângulos diferentes. Para quem quiser uma opção mais semelhante a um teclado físico padrão, a Brydge fornece uma boa opção que transforma o Slate em um laptop conversível.

Resta agora imaginar como será o desempenho de um novo tablet proprietário da Google depois dos três anos de abstinência que se seguiram após o lançamento do Pixel C. Os preços revelados não são propriamente convidativos e nem impeditivos: são US$ 599 — além de outros US$ 199, no caso de um teclado adicional. O Pixel Slate deve dar as caras em algum momento antes do final de 2018, com lançamentos programados inicialmente para EUA, Canadá e Reino Unido.

Fonte: Ars Technica

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