Por que o Chrome come tanta memória RAM? Entenda se fama ainda é justa
Por André Lourenti Magalhães • Editado por Jones Oliveira |
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O Google Chrome é frequentemente associado com o alto consumo de RAM: basta abrir o Gerenciador de Tarefas para ver vários processos do navegador ocupando a memória. No entanto, a fama não necessariamente é mau sinal e faz parte do procedimento para manter o aplicativo estável.
Mesmo com números altos, o Chrome e outros navegadores do mercado são projetados para otimizar o uso da RAM. Isso significa que algumas páginas ociosas podem ser colocadas em segundo plano para priorizar o desempenho de outros apps, por exemplo.
A discussão sobre o consumo de memória RAM era muito comum em anos anteriores e foi reacendida com o aumento no preço do componente, mas também é um reflexo do cenário atual de uso dos navegadores. O Canaltech explica.
Por que o Chrome consome tanta memória RAM?
Primeiramente, é necessário detalhar como funciona o gerenciamento de RAM pelo navegador. No lugar de ter um processo único para controlar todas as abas, o Chrome cria um processo individual para cada uma das guias abertas.
O método tem duas funções principais: garantir estabilidade para carregar todas as informações da página e atualizá-las quando necessário e aumentar a segurança do navegador. Caso uma única aba seja comprometida e mostre algum erro, o browser continua funcionando normalmente.
No passado, era comum que o navegador inteiro fechasse após um erro geral, o que poderia resultar na perda de trabalhos importantes.
Vale ressaltar que a internet mudou muito nas últimas décadas e os navegadores precisaram acompanhar a transformação. Antes, as páginas eram estáticas, enquanto atualmente são versões de aplicativos que rodam na web, com dados atualizados a todo momento e uma estrutura muito mais complexa — e que exige mais de cada hardware.
A memória RAM é responsável, por exemplo, por garantir a abertura do WhatsApp Web com as mensagens atualizadas, sem a necessidade de carregar todo o site. O gerenciamento ajuda a otimizar e garantir que todos os dados serão carregados rapidamente nesses casos.
Como limitar o consumo?
É importante destacar que o próprio Chrome já consegue administrar a memória. Nem sempre usar muita RAM é um problema, desde que o PC mantenha uma experiência otimizada e fluida entre aplicativos.
Algumas abas abertas podem ser “adormecidas” caso não sejam usadas por muito tempo e colocadas em segundo plano. Além disso, o navegador vai adaptar o consumo de acordo com a quantidade de memória disponível em cada dispositivo, o que gera resultados diferentes.
Para evitar um gasto maior, é possível ativar a Economia de Memória nas configurações do app. O ajuste desativa as guias que não são usadas no momento e pode liberar mais espaço.
Você pode ver quais processos são mais pesados com o atalho Shift + Esc, que abre o gerenciador de tarefas nativo do navegador.
Outros navegadores são diferentes?
Os navegadores vão gastar bastante memória RAM devido ao formato de gerenciamento das abas. O Chrome pode ser mais “faminto”, mas outros concorrentes também podem apresentar números altos.
Vale lembrar que muitos browsers populares são baseados no Chromium, a exemplo do Microsoft Edge, o Opera, o Vivaldi e a própria alternativa do Google.
O que muda, no entanto, são alguns recursos específicos para limitar o uso de memória. O Firefox trabalha com um teto de processamento de conteúdo, enquanto o Edge tem um modo ativo para facilitar a suspensão de páginas inativas.
Confira algumas alternativas populares ao Google Chrome.
