Modelo de negócios do WinRAR motiva memes e pedidos de desculpas na web
Por Redação | •
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O utilitário de compactação de arquivos WinRAR motivou uma onda de publicações nas redes sociais com agradecimentos e pedidos de desculpas por parte dos usuários. O movimento decorre do fato de o programa, lançado originalmente na década de 1990, permitir o uso contínuo de suas funções básicas mesmo após a expiração do período de avaliação de 40 dias, exibindo apenas um aviso de cobrança que pode ser fechado manualmente pelo usuário doméstico.
O apresentador Adriano Ponte explica que o comportamento do software não constitui um erro de programação, mas sim uma estratégia comercial estruturada.
"Ele foi planejado para isso. Isso não é uma falha. Ele é assim há 30 anos de propósito. Ele é de uma época que existia um negócio chamado shareware", afirmou Ponte.
Nesse modelo, o programa é distribuído livremente para que alcance o maior número de computadores possível, criando uma base de usuários consolidada no mercado.
Monetização focada no setor corporativo
A viabilidade financeira da desenvolvedora, a rarLab, baseia-se na venda de licenças para o mercado corporativo. Enquanto usuários domésticos operam o sistema sem bloqueios, empresas e escritórios comerciais dependem da regularização dos softwares instalados para evitar sanções legais e auditorias fiscais. Conforme apontado na apresentação, o custo unitário da licença varia de acordo com o volume de computadores ativos, custando cerca de 21 dólares em pacotes de duas a nove ativações.
"Numa empresa isso dá problema, numa empresa isso dá auditoria. É aí que tem o modelo de negócio do WinRAR. O WinRAR ele é lucrativo. Há anos a empresa não está quebrando", destacou Ponte, reforçando que o faturamento corporativo compensa a flexibilidade dada ao público geral.
Apesar da concorrência de alternativas totalmente gratuitas, como o 7-Zip, o utilitário mantém relevância técnica devido aos recursos de compressão. O ajuste manual de parâmetros, como o tamanho do dicionário de dados nas configurações avançadas, permite reduzir os arquivos a volumes menores do que as configurações padrões do formato zip.
A integração nativa da descompactação de arquivos RAR ao sistema operacional Windows, ocorrida em 2023, levantou discussões sobre a utilidade futura do programa. Contudo, a ferramenta permanece ativa no mercado devido às opções adicionais de criação de arquivos divididos em partes e à consolidação de sua marca na cultura digital de informática.